Nintendo processa governo dos EUA por tarifas ilegais de importação

Empresa japonesa busca reembolso com juros de valores pagos em taxas impostas por Trump, consideradas inconstitucionais pela Suprema Corte

Reprodução Nintendo
Pedro Meira

A Nintendo of America entrou com ação judicial contra o governo dos Estados Unidos no Tribunal de Comércio Internacional, pedindo o reembolso de tarifas de importação consideradas ilegais, impostas desde fevereiro de 2025 pelo presidente Donald Trump sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A medida, anulada pela Suprema Corte em fevereiro de 2026, gerou mais de US$ 200 bilhões em arrecadação sobre importações de diversos países, afetando diretamente a gigante dos games, que importa consoles e acessórios principalmente do Vietnã e da China.As tarifas foram implementadas por ordens executivas de Trump como parte de uma política protecionista ampla, visando supostamente emergências nacionais, mas foram derrubadas pela Justiça por extrapolarem as competências presidenciais. A Nintendo alega ter sofrido “danos iminentes e irreparáveis” ao pagar essas taxas como importadora oficial de produtos como o Nintendo Switch 2, cujo lançamento nos EUA teve pré-vendas adiadas para avaliar os impactos econômicos. A empresa inclui como réus departamentos como Tesouro, Segurança Interna e Alfândega, além de seus líderes, como o secretário Scott Bessent e a ex-secretária Kristi Noem.

A companhia japonesa não está sozinha: mais de mil empresas, incluindo FedEx e Costco, entraram com ações semelhantes, com a Alfândega estimando 45 dias para operacionalizar reembolsos, após arrecadar cerca de US$ 166 bilhões. Apesar de uma nova tarifa global de 10% introduzida por Trump após a decisão judicial, a Nintendo foca no ressarcimento das taxas antigas, com juros e custas processuais. Analistas apontam que esses custos foram parcialmente repassados a consumidores via aumentos em periféricos, mantendo o preço do Switch 2 em US$ 449,99.

O Metropolitano

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