Centro de Inovação da UF Juiz de Fora conquista 1º lugar em concurso nacional de artigos sobre empreendedorismo feminino

Artigo analisa programas como Mulheres Líderes e Adas Tech como políticas públicas para igualdade de gênero e desenvolvimento regional; premiação ocorreu em Brasília

Reprodução Redes Sociais
Luciano Meira

Um artigo desenvolvido no Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) venceu o 1º Concurso Nacional de Artigos Científicos – Projeto Movimente: Empreendedorismo Feminino e Políticas Públicas, promovido pelo Centro Universitário IESB em parceria com o Sebrae-DF. O estudo, intitulado “Empreendedorismo feminino como política pública: análise das ações do Critt/UFJF na promoção da igualdade de gênero e do desenvolvimento regional”, foi escrito pelas colaboradoras Dalila Varela Singulane e Débora Marques, gerente de Empreendedorismo do Critt, e ficou entre os dez finalistas de 45 inscritos.O concurso buscou pesquisas que analisem problemas sociais das mulheres, com diagnósticos, evidências e propostas de políticas públicas práticas para promover autonomia econômica feminina, superação de desigualdades de gênero, inclusão produtiva e geração de renda. Débora Marques apresentou o trabalho presencialmente em Brasília, no Royal Tulip Brasília Alvorada, conquistando o primeiro lugar da banca avaliadora na última quarta-feira (4).

As colaboradoras Dalila Varela Singulane e Débora Marques – Reprodução UFJF

Contexto das ações analisadas

O Critt/UFJF, vinculado à universidade, atua na inovação e competitividade regional, oferecendo programas como Mulheres Líderes e Adas Tech, que capacitam mulheres em habilidades empreendedoras, ampliam redes de apoio e fomentam novos negócios. O Adas Tech, por exemplo, apoia ideias de negócios tecnológicos liderados por mulheres, com mentorias gratuitas, premiações em dinheiro e inscrições nacionais online – as de 2026 estavam abertas até 9 de março.

A pesquisa destaca essas iniciativas como estratégias de inovação social alinhadas à Agenda 2030 da ONU e ao ODS 5 (igualdade de gênero), propondo replicação em outras regiões para fortalecer liderança feminina e desenvolvimento. Débora Marques celebrou o prêmio como validação das ações: “Estamos na direção certa para dar autonomia e felicidade às mulheres no empreendedorismo”.

Repercussão e importância

Autoridades como o gerente do Sebrae-DF, Jorge Adriano, e a secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, elogiaram o concurso por unir academia e políticas públicas, enfatizando o papel da ciência na transformação social. A pró-reitora do IESB, Roberta Gontijo, reforçou que elevar o papel da mulher beneficia a sociedade.

O reconhecimento nacional posiciona o Critt como referência em políticas de gênero via empreendedorismo, podendo inspirar modelos semelhantes no Brasil.

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