Pesquisa Quaest: Zema com 3% cai para ‘Série C’ da corrida presidencial

Governador mineiro empata com nomes de menor expressão nacional em nova pesquisa

Romeu Zema – Imagem criada por IA

Luciano Meira

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), registrou 3% das intenções de voto para a Presidência da República em 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O índice marca um recuo no peso político do governador, que agora figura em um patamar de igualdade com candidatos sem histórico de grandes mandatos executivos.

O resultado coloca o mineiro em situação de empate técnico com o escritor Augusto Cury (Avante) e com Renan Santos (Missão), coordenador do MBL, ambos com 2%. A lista de candidaturas tipo “Série C”, conta ainda com o Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP), com 1% cada, e Aldo Rebelo (DC) que não pontuou. O desempenho indica uma perda de fôlego em comparação a levantamentos anteriores, nos quais Zema ocupava um segundo escalão de relevância, que comparado ao futebol o esporte nacional, seria a “Série B” da direita brasileira.

Na pesquisa, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 42%, contra 40% do presidente Lula da Silva (PT), o que seria a “Série A”, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 6% na “Série B”, onde Zema já esteve.

Analistas políticos avaliam que o novo patamar isola o governador em uma “Série C” de competitividade. A falta de tração fora de Minas Gerais e a resistência do eleitorado de centro são apontadas como causas para a estagnação. O mineiro não conseguiu converter suas bravatas com o Judiciário e críticas ao governo federal em crescimento numérico.

A pesquisa estimulada demonstra que as tentativas de Zema em nacionalizar sua imagem ainda não surtiram efeito prático. Enquanto outros nomes da oposição conseguem herdar parte do capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador de Minas Gerais permanece restrito a um nicho que não atinge dois dígitos.

O isolamento é acentuado pela comparação com outros governadores do mesmo campo político. Enquanto potenciais rivais mantêm diálogo com bases mais amplas, Zema enfrenta dificuldades para se tornar conhecido nacionalmente. Suas declarações são recebidas com indiferença por grande parte do eleitorado fora do eixo regional mineiro.

O levantamento da Genial/Quaest foi realizado entre os dias 10 e 14 deste mês, com 2.000 entrevistas presenciais em todo o território nacional. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança do estudo é de 95%, conforme o registro oficial.

A trajetória de queda nas pesquisas aumenta a pressão interna no partido Novo e entre aliados próximos. Sem sinais de recuperação a curto prazo, a viabilidade de uma candidatura encabeçada pelo mineiro passa a ser questionada por setores que buscam uma alternativa de direita mais competitiva para o próximo pleito.

O Metropolitano

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