Flávio Bolsonaro lidera rejeição e atinge pior índice da série da Quaest

Levantamento aponta crescimento da rejeição ao senador, que alcança 57% e supera todos os demais nomes testados pelo instituto

Flávio Bolsonaro (PL) – Reprodução Redes Sociais

Luciano Meira

O senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a liderar isoladamente o índice de rejeição entre as principais lideranças nacionais avaliadas pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15). Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados afirmam conhecer o parlamentar e não votariam nele para presidente da República, o maior percentual registrado na série histórica iniciada pelo instituto.

Os dados mostram uma trajetória contínua de crescimento da rejeição ao senador ao longo dos últimos meses. Em abril, Flávio Bolsonaro registrava 52% de rejeição. O índice subiu para 54% em maio, avançou para 56% em junho e chegou agora a 57%, acumulando alta de cinco pontos percentuais em quatro levantamentos consecutivos.

Além de liderar a rejeição, Flávio Bolsonaro também apresentou redução no potencial eleitoral. O percentual de entrevistados que afirmam conhecê-lo e votariam nele caiu de 39% em abril para 38% em julho, enquanto o grupo que declara conhecê-lo, mas rejeita sua candidatura, ampliou participação no mesmo período.

Entre os nomes pesquisados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na segunda posição em rejeição. O levantamento indica que 53% dos entrevistados afirmam conhecer o presidente e não votariam nele, percentual igual ao registrado em maio e junho. Ao mesmo tempo, Lula ampliou seu potencial de voto, passando de 43% em abril para 47% em julho.

Os demais possíveis candidatos apresentam índices de rejeição inferiores aos de Flávio Bolsonaro e Lula. Romeu Zema (Novo) registra 31%, Ronaldo Caiado (PSD), 34%, Cabo Daciolo, 27%, Joaquim Barbosa, 18%, Augusto Cury, 16%, Renan Santos, 17%, Samara Martins, 11%, e Edmilson Costa, 10%. A pesquisa também mostra que boa parte desses nomes ainda é desconhecida por parcela significativa do eleitorado nacional.

A evolução da rejeição ao senador ocorre em um momento de maior exposição política. Nas últimas semanas, Flávio Bolsonaro esteve no centro de um episódio envolvendo declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e divulgou um vídeo em que pediu desculpas e afirmou que não teve a intenção de ofendê-la. O episódio passou a integrar o conjunto de questões avaliadas pela própria pesquisa Genial/Quaest.

Especialistas em comportamento eleitoral costumam considerar a rejeição um dos indicadores mais relevantes das disputas presidenciais, porque representa o universo de eleitores que dificilmente migram para determinado candidato durante a campanha. Quanto maior esse percentual, menor tende a ser a capacidade de crescimento eleitoral, especialmente em cenários de segundo turno.

Os resultados divulgados pela Genial/Quaest mostram que Flávio Bolsonaro reúne, neste momento, o maior índice de rejeição entre todas as lideranças nacionais testadas pelo instituto. A sequência de quatro altas consecutivas reforça a tendência observada desde abril e representa um desafio adicional para uma eventual candidatura do senador à Presidência da República em 2026.

O Metropolitano

Jornalismo profissional e de qualidade. Seu portal de notícias da Região Metropolitana de Belo Horizonte, de Minas Gerais, do Brasil e do Mundo. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. Lei nº 9610/98
Botão Voltar ao topo