PT de Minas Gerais remarca eleição estadual após impasse judicial e disputa interna

Decisão da Justiça e divergências entre grupos adiam votação, que agora ocorre em 13 de julho; candidatas Dandara Tonantzin e Leninha polarizam disputa com apoios de pesos-pesados do partido

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Luciano Meira

O Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais viveu dias de tensão e incerteza após o adiamento da eleição para sua presidência estadual, inicialmente marcada para 6 de julho. O pleito foi suspenso por determinação judicial e será realizado no próximo domingo, 13 de julho, após uma série de embates internos e decisões judiciais que expuseram as divisões no diretório mineiro.A eleição estadual em Minas é vista como estratégica para o PT, especialmente diante das articulações para as eleições de 2026 e da influência do diretório mineiro nas decisões nacionais do partido.

O principal motivo do adiamento foi a judicialização da candidatura da deputada federal Dandara Tonantzin. Seu registro havia sido indeferido pelo partido sob alegação de inadimplência com as contribuições partidárias. Dandara recorreu à Justiça, alegando ter quitado o débito no prazo, mas que houve falha bancária. Uma liminar favorável à deputada determinou sua inclusão nas cédulas, mas o partido alegou impossibilidade logística para reimprimir e distribuir as novas cédulas a tempo da votação. Diante disso, o Diretório Nacional decidiu adiar o pleito em Minas Gerais.

Posteriormente, a liminar foi derrubada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, restabelecendo a decisão do partido de barrar a candidatura de Dandara. Com isso, o PT estadual marcou a nova data da eleição para 13 de julho.

A disputa pela presidência estadual do PT em Minas Gerais está polarizada entre duas deputadas:

Dandara Tonantzin: Deputada federal, representa o grupo liderado por Reginaldo Lopes, que reúne nomes como a prefeita de Contagem, Marília Campos, o atual presidente estadual Cristiano Silveira e a deputada Andreia de Jesus. Esse grupo defende maior abertura do partido e aposta em renovação interna.

Leninha: Deputada estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, é apoiada pelo grupo do deputado federal Rogério Correia, além de parlamentares como Beatriz Cerqueira, Ana Pimentel, Paulo Guedes, Ulisses Gomes e Patrus Ananias. Este grupo prega maior alinhamento com as bases tradicionais do partido e resistência à judicialização interna.

O impasse em Minas Gerais atrasou a proclamação do resultado nacional do PT, já que o estado representa cerca de 10% do eleitorado interno do partido. O favoritismo do ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, apoiado pelo presidente Lula, é praticamente consolidado no cenário nacional, mas a ausência dos votos mineiros gerou pressão e incerteza sobre a legitimidade do resultado, que já foi proclamado confirmando a vitória de Edinho.

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