A Vergonha Internacional dos Vira-Latas

A mais recente investida judicial nos Estados Unidos contra o Ministro Alexandre de Moraes, articulada pela Trump Media e a rede social Rumble, ultrapassa o limite da petulância e da falta de vergonha. É o ápice da arrogância jurídica: tentar impor, em solo estrangeiro, leis e valores que vigoram nos EUA como se fossem universais, ignorando a soberania e a independência do Judiciário brasileiro.
O Judiciário estadunidense, por mais poderoso que seja, não tem – e jamais terá – autoridade para sancionar um ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil por decisões tomadas no exercício legítimo de sua função. O movimento revela mais sobre o delírio imperialista de certos setores da direita global do que sobre qualquer suposta ilegalidade cometida por Moraes. É um espetáculo de prepotência, uma tentativa grotesca de exportar o “american way of law” para além de suas fronteiras, atropelando tratados, diplomacia e bom senso.
No centro desta pantomima internacional, surgem os nomes de Eduardo Bolsonaro, vulgo Dudu Bananinha filho do inelegível, e Paulo Figueiredo, neto do último ditador militar do Brasil, General Figueiredo e daquela senhora que preferia viajar acompanhada do cabeleireiro, ambos nos Estados Unidos em contato direto com a direita local. São eles – e todos os bolsonaristas que, no Brasil, torcem pelo revés do ministro Moraes – os verdadeiros vira-latas. Sim, vira-latas: nem de longe assemelhados aos simpáticos Caramelos, que nos perdoem a comparação, agem como cães sem dono, adulando interesses estrangeiros, desprezando a dignidade nacional e traindo a pátria em troca de migalhas de aprovação internacional.
Esses maus brasileiros não apenas se comportam como vira-latas, mas também se orgulham de sua subserviência. Ao invés de defenderem a soberania do país, preferem vestir a carapuça de traidores, apostando contra as instituições nacionais e celebrando qualquer tentativa de humilhação do Brasil no exterior.
As supostas sanções ao ministro Moraes fazem parte do mesmo roteiro farsesco que tenta reescrever a história do 8 de janeiro, negando que tenha havido uma tentativa de golpe. Na narrativa dos vira-latas, o inelegível Bolsonaro, se condenado, deve ser anistiado, pois, afinal, para eles, a lei só vale quando serve aos seus interesses.
Essa ladainha fascista não engana mais ninguém. É a velha tática dos derrotados: atacar as instituições, desacreditar a Justiça e buscar proteção sob as asas de potências estrangeiras. O Brasil merece – e exige – mais respeito de seus próprios cidadãos.
A tentativa de impor sanções a um ministro do STF brasileiro por meio da Justiça dos EUA é um ato de afronta à soberania nacional e um retrato da miséria moral dos vira-latas que preferem trair o próprio país a aceitar a derrota política. Que fique registrado: não há vergonha maior do que torcer contra o Brasil e trabalhar para que interesses estrangeiros ditem as regras em nosso território.