Belo Horizonte chega a 443 radares de controle de velocidade com mais 17 homologados; debate sobre “indústria da multa” ganha força

A capital mineira conta agora com 443 pontos de fiscalização eletrônica de velocidade, após a homologação de 17 novos radares pela prefeitura, que também autorizou a instalação de dezenas de equipamentos adicionais. A medida visa aumentar a segurança viária, mas reacende polêmica sobre a chamada “indústria da multa”, diante da alta arrecadação com penalidades de trânsito

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Luciano Meira

Desde o início de 2025, Belo Horizonte vem intensificando a instalação e ativação de radares controladores de velocidade. Nesta quinta-feira (30), a prefeitura homologou 17 novos equipamentos, elevando para 443 o total de pontos de fiscalização eletrônica na cidade em várias avenidas da capital. A portaria foi divulgada no Diário Oficial do Município (DOM). Os equipamentos foram contratados por meio do Contrato nº 2.740/24, publicado no Diário Oficial do Município, em 19 de julho de 2024, com vigência de 19 de julho de 2024 a 18 de julho de 2029.Os radares homologados hoje são do tipo “Controlador Fixo de Velocidade – CEV”, da marca HELP, modelo MK-I. Além disso, já foram instalados 20 novos radares até setembro, com 4 deles sendo inéditos e 16 substituindo equipamentos antigos, e há autorização para continuar ampliando esse número em locais estratégicos e com maior risco de acidentes. A prefeitura investiu quase R$ 120 milhões em contratos para fiscalização eletrônica até 2029.

Segundo dados oficiais, a arrecadação com multas de trânsito em Belo Horizonte tem sido expressiva: apenas nos seis primeiros meses de 2025, mais de 1,1 milhão de multas foram aplicadas pela combinação dos radares eletrônicos e fiscalização da Guarda Municipal, gerando uma receita de aproximadamente R$ 87,8 milhões. Desde 1º de janeiro de 2025, esse valor tem crescido com a instalação dos novos equipamentos, reforçando o debate sobre a chamada “indústria da multa”, termo usado por críticos para descrever o que consideram um modelo excessivo de fiscalização cujo principal foco seria a arrecadação.

A administração municipal, no entanto, sustenta que o objetivo maior é a redução de acidentes e a segurança viária. De acordo com a BHTrans, os locais de instalação dos radares são escolhidos com base em estudos técnicos que indicam áreas de maior risco para motoristas, ciclistas e pedestres, e a receita gerada pelas multas é destinada exclusivamente à melhoria do trânsito, incluindo sinalização, engenharia de tráfego e educação para condução segura.

A capital mineira tem hoje um dos maiores sistemas de fiscalização eletrônica do país, com 443 radares fixos e dezenas de outros equipamentos instalados em semáforos para controle de avanço. A prefeitura segue ampliando e modernizando a frota desses dispositivos para aumentar a segurança, mas o volume e o valor das multas aplicadas seguem alimentando a discussão pública sobre o equilíbrio entre fiscalização e arrecadação.

Fontes informam que até o momento já foram arrecadados quase R$ 90 milhões em multas este ano, valores aplicados exclusivamente na melhoria do trânsito da cidade, conforme prevê a legislação nacional. Com mais dispositivos autorizados para instalação, o sistema tende a manter a capital em destaque no cenário da fiscalização eletrônica no Brasil.

O Metropolitano

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