ANEEL mantém bandeira vermelha patamar 1 nas contas de energia em novembro

Com volume de chuvas abaixo da média e reservatórios em níveis baixos, Aneel mantém cobrança adicional de R$ 4,46 para cada 100 kWh consumidos

Arquivo RMC
Luciano Meira

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou que a bandeira vermelha patamar 1 seguirá vigente nas contas de energia elétrica durante o mês de novembro de 2025. Isso significa que os consumidores pagarão um adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A decisão decorre de condições climáticas desfavoráveis que impactam diretamente a geração hidrelétrica do país.

Segundo a ANEEL, o cenário segue crítico para as hidrelétricas, em função do volume de chuvas abaixo da média e da redução significativa dos níveis dos reservatórios. Para garantir o fornecimento de energia neste contexto, torna-se necessário o acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo operacional mais elevado, refletido na cobrança extra que incide sobre a conta de luz.Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo sinalizar ao consumidor os custos reais da geração de energia no Brasil. Quando a bandeira está verde, não há acréscimos. A bandeira amarela e as vermelhas indicam custos maiores, sendo que o patamar 1 da bandeira vermelha representa um custo adicional menor do que o patamar 2, que havia sido aplicado nos meses anteriores de agosto e setembro, com cobrança de R$ 7,87 por 100 kWh.

Além do impacto climático, a ANEEL destaca que, embora a geração solar tenha aumentado, essa fonte é intermitente e não possui geração constante ao longo do dia, especialmente durante a noite e nos horários de pico. Isso reforça a necessidade do uso das termelétricas para suprir a demanda, aumentando o custo da energia.

A manutenção da bandeira vermelha 1 traz um peso maior para as contas de energia neste fim de ano, justamente num período em que o consumo pode aumentar em função das temperaturas mais altas. A Agência recomenda o uso consciente da energia para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do sistema elétrico. A reversão para bandeira amarela ou verde dependerá da melhora das condições de chuvas e da recuperação dos reservatórios nos próximos meses, algo ainda incerto para o verão 2025-2026, que pode registrar precipitações abaixo da média.

O Metropolitano

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