Cemig desmistifica conceitos populares sobre energia usados de forma errada no dia a dia

Empresa lista cinco mitos comuns sobre eletricidade e explica riscos reais para consumidores mineiros

Divulgação CEMIG
Luciano Meira

A Cemig publicou orientações para esclarecer equívocos frequentes sobre o uso da energia elétrica, destacando cinco conceitos populares que o público interpreta de modo incorreto no cotidiano. Os esclarecimentos visam promover consumo seguro e eficiente, evitando desperdícios e acidentes domésticos.Pique e pico de energia: diferenças fundamentais

Muitos confundem “pique” com “pico” de energia, mas os termos descrevem fenômenos distintos na rede elétrica. O pico refere-se ao horário de maior demanda, enquanto o pique é uma interrupção programada breve para aliviar sobrecarga e prevenir blecautes maiores.

A companhia enfatiza que o pique não é falha técnica, mas mecanismo de proteção automática da rede, durando de 15 a 30 segundos. Entender isso ajuda consumidores a não alarmarem desnecessariamente durante esses eventos comuns em horários de pico.

Semáforos em flash não sinalizam falta de energia

Os semáforos piscando em flash são frequentemente associados a interrupção de fornecimento, mas na verdade indicam falha no sistema de controle de tráfego, não problema na rede elétrica. A energia continua chegando normalmente aos postes.

A Cemig alerta que confundir os sinais pode levar a riscos no trânsito, recomendando atenção redobrada nesses momentos. O fenômeno ocorre independentemente do status da rede da distribuidora.

Tomada quente merece atenção imediata

A crença de que tomada quente é normal está errada: sinaliza resistência excessiva, desperdício de energia e risco de incêndio por superaquecimento. Consumidores devem desligar aparelhos e chamar eletricista.

Embora o consumo extra seja pequeno, o perigo real reside na sobrecarga térmica, que pode evoluir para fogo. Manter tomadas livres e evitar benjamins sobrecarregados previne o problema.

Aparelhos 110V e 220V consomem o mesmo

Popularmente, aparelhos 220V seriam mais econômicos que 110V, mas o mito cai: o consumo depende da potência em watts e tempo de uso, não da tensão da rede. Ligar na voltagem errada queima o equipamento.

A Cemig reforça que eficiência vem de selos Procel e hábitos corretos, independentemente da voltagem instalada na residência. Verificar compatibilidade evita prejuízos maiores.

Benjamin ou T não aumenta consumo, mas risco sim

Usar extensões como benjamin ou T para múltiplos aparelhos não eleva o consumo de forma relevante, mas cria sobrecarga perigosa, podendo causar incêndios. O ideal é distribuir plugs diretamente nas tomadas.

O mito ignora o perigo real de aquecimento por acúmulo, priorizando segurança sobre suposta economia. A Cemig recomenda inspeções regulares em instalações elétricas antigas.

O Metropolitano

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