Bandido bom é bandido preso: Lula veta “dosimetria” golpista e expõe farsa da direita em proteger golpistas
Projeto que reduziria penas de Bolsonaro e quadrilha do 8/1 é barrado; Planalto avisa que derrubada do veto será “desrespeito à democracia”

Luciano Meira
O presidente Lula vetou integralmente, nesta quinta-feira (8), o PL 2.162/2023, conhecido como PL da Dosimetria, um absurdo legislativo aprovado pelo Congresso em dezembro de 2025 que reduziria penas de condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro de 2023 e pela trama contra o Estado Democrático de Direito, beneficiando diretamente Jair Bolsonaro e sua organização criminosa. O veto, assinado durante ato no Planalto em memória aos três anos da infâmia, reforça que crimes contra a democracia não merecem “calibragem” populista para soltar terroristas de colarinho branco.
A podridão do PL da Dosimetria
O projeto altera a Lei de Execução Penal para “calibrar” penas mínimas e máximas, adotar a mais grave em vez da soma cumulativa de crimes como tentativa de golpe e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, e acelerar progressão de regime – tudo sob o pretexto técnico de “dosimetria justa”, mas na prática uma manobra para encurtar as sentenças de Bolsonaro (27 anos), Braga Netto (26 anos) e cia., sem anistia explícita que o STF barraria. Aprovado na Câmara por 291 a 148 e no Senado por 48 a 25, o texto nasceu da extrema-direita bolsonarista, ganhou apoio do centrão e virou brecha para impunidade seletiva, ignorando provas robustas dos julgamentos no STF.
Do “bandido bom é bandido morto” ao “bandido de estimação”
A direita que por anos bradou “bandido bom é bandido morto” adota a prática de ter “bandidos de estimação” e vira piada patética ao defender dosimetria para golpistas que invadiram o Congresso, o Planalto e o STF, destruíram patrimônio público e tramaram golpe para manter Bolsonaro no poder – uma inversão ridícula que expõe o seletivismo fascista: pobres periféricos viram chumbos, mas generais e ex-presidiários ganham “revisão humanitária”. Bolsonaristas, mestres em PowerPoints fajutos e fake news, agora posam de constitucionalistas para libertar sua máfia, traindo o discurso punitivista que usavam contra os adversários e revelando o projeto como mera vingança contra Lula e o STF.
Posição do Planalto: derrubada é “jogo sujo”
Lula já sinalizava o veto desde dezembro, afirmando que “quem cometeu crime contra a democracia pagará por seus atos”, e o Planalto mantém: caso o Congresso derrube – precisando de 257 deputados e 41 senadores em sessão conjunta –, o ato será “desrespeito ao Parlamento e à democracia”, podendo escalar crise institucional com o STF, que condenou mais de 800 réus sem brechas para impunidade. Líderes da direita articulam a reversão, prevendo “facilidade” pelos placares originais, mas o governo alerta que isso equivaleria a premiar o 8/1 e estimular novos atentados.
O ridículo bolsonarista em xeque
Paulinho da Força, relator do PL, e caciques como Hugo Motta e Davi Alcolumbre boicotaram o ato de Lula, sinalizando guerra aberta, mas o veto preserva a vitória histórica do STF contra inúmeros golpes impunes no Brasil. A direita se coloca numa saia justa cômica: clama por “Estado mínimo”, mas quer Estado generoso para soltar golpistas; grita contra “garantismo”, mas fabrica garantismo sob medida para seus bandidos. Sem o veto derrubado, Bolsonaro segue preso, e a nação respira aliviada de mais uma farsa populista.
