Salário mínimo maior e isenção de IR elevam renda em fevereiro

Conjunto de medidas deve injetar R$ 110 bilhões na economia; novo piso nacional sobe para R$ 1.621,00

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Luciano Meira

O trabalhador brasileiro terá um aumento na renda disponível a partir de fevereiro com a entrada em vigor do novo salário mínimo e das novas faixas de isenção do Imposto de Renda (IR). Segundo estimativas do Ministério do Trabalho e Emprego, essas medidas devem injetar até R$ 110 bilhões na economia em 2026, funcionando como um estímulo ao consumo das famílias.O salário mínimo passa de R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00, um reajuste de 6,7%. O cálculo considera a inflação medida pelo INPC até novembro de 2025 (4,18%) somada ao crescimento do PIB (limitado a 2,5%). Com a inflação oficial (IPCA) acumulada em 4,26%, o novo piso representa um ganho real de 2,52 pontos percentuais para quem recebe o benefício.

Isenção de Imposto de Renda

A principal mudança para a classe média e trabalhadores formais é a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. A medida, aprovada pelo Congresso Nacional, beneficia cerca de 15 milhões de brasileiros que deixarão de ter o imposto retido na fonte. Para quem ganha até R$ 7.350, haverá uma redução gradual na alíquota.

A renúncia fiscal gerada pela isenção será compensada pela criação de uma alíquota progressiva de 10% sobre rendimentos superiores a R$ 50 mil mensais. De acordo com o governo federal, o ganho mensal para quem passa a ser isento pode chegar a R$ 312,89, o que equivale a uma economia anual superior a R$ 4 mil por trabalhador.

Impacto no orçamento

O novo salário mínimo também serve de base para o pagamento de aposentadorias do INSS, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do seguro-desemprego. O reajuste impacta diretamente os gastos obrigatórios da União, mas é visto pelo governo como um motor para o crescimento econômico.

Os trabalhadores devem perceber o reflexo das mudanças no contracheque referente ao mês de janeiro, pago nos primeiros dias de fevereiro. A ampliação do poder de compra é a principal aposta da equipe econômica para manter o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo do ano.

O Metropolitano

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