Abandono no Parque Guilherme Lage persiste apesar de verbas aprovadas em 2026

Moradores do bairro São Paulo, na região nordeste de BH, cobram execução de obras prometidas pela PBH, insegurança e descuido estrutural marcam o espaço verde

Reprodução Redes Sociais
Luciano Meira

Moradores do bairro São Paulo, região nordeste de Belo Horizonte, seguem denunciando o abandono do Parque Professor Guilherme Lage, com relatos de insegurança e falta de manutenção que persistem em 2026, apesar de aprovações orçamentárias e projetos de requalificação na Câmara Municipal. Um estupro ocorrido no local em julho de 2024 intensificou as queixas sobre violência, uso de drogas e furtos em áreas isoladas, enquanto a Prefeitura afirma realizar ações pontuais de vigilância. Em fevereiro de 2026, a Câmara Municipal destinou mais de R$ 10 milhões no Projeto de Lei Orçamentária Anual para manutenção de parques, após vistorias técnicas, mas sem evidências de intervenções concretas no Guilherme Lage até o momento.Histórico e potencial do parque

Inaugurado em 1982 em área de antigo viveiro da Prefeitura de Belo Horizonte, o parque ocupa 120 mil m² com trilhas, quadras e vegetação nativa, funcionando como oásis ambiental em região densamente urbanizada próxima ao Anel Rodoviário. Equipamentos como playground, pista de skate e campo de futebol atraíam famílias e eventos culturais no passado, mas depredações – como portões quebrados – e mato alto reduziram seu uso seguro.

A proximidade com residências reforça a demanda por revitalização, com moradores relembrando épocas de maior vitalidade e cobrando retorno dessa função social.

Violência e queixas atuais

O crime sexual de julho de 2024, em trecho isolado, exemplifica os riscos, com denúncias de presença de usuários de drogas e assaltos afastando o público. Postagens em redes sociais em dezembro de 2025 e início de 2026 questionam por que novos parques, como o de Coqueiros (dez/2025), avançam enquanto o Lage permanece “abandonado”, com risco até de queimadas. Frequentadores evitam horários noturnos, e a guarita sem portão funcional agrava a vulnerabilidade.

Respostas da Prefeitura e avanços legislativos

A Fundação de Parques registra recuperações pontuais, como quadras e banheiros, além de vigia e rondas da Guarda Municipal. Em setembro de 2025, a Câmara Municipal aprovou empréstimo de US$ 80 milhões do BID para o Programa BH Verde Azul, incluindo o Lage em ações de arborização e requalificação.

Vistorias nos parques resultaram em R$ 10 milhões no Projeto de Lei Orçamentária Anual 2026, mas moradores aguardam execução prática para reverter a imagem de descaso.

O Metropolitano

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