Beatriz Cerqueira denuncia ‘destruição’ da universidade pública por veto de Zema
'O veto do governador demonstra, mais uma vez, que a política do governo Zema é de destruição da universidade pública', diz deputada PT, que defende derrubada do ato contra promoção de 70 técnicos da UEMG

Luciano Meira
A deputada Beatriz Cerqueira (PT) disparou críticas ao veto integral do governador Romeu Zema (Novo) ao projeto que autoriza promoção por escolaridade adicional a servidores das universidades estaduais mineiras, como a UEMG, afetando 70 técnicos administrativos com formação superior mínima exigida. “O veto do governador demonstra, mais uma vez, que a política do governo Zema de destruição da universidade pública”, afirmou a deputada ao defender o texto aprovado em 2022 pela ALMG após ampla tramitação.
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Processo democrático e correção de desigualdades
Beatriz Cerqueira destacou o rigor legislativo: “O projeto tramitou em quatro comissões – Constituição e Justiça, que disse que o projeto era constitucional, legal, jurídico; depois na Comissão de Educação, Comissão de Administração Pública e Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária. E só comissões que na sua maioria não é a oposição que tem maioria nessas comissões. Então, passou por um processo democrático de debates e de conteúdo nas comissões, como também no plenário em dois turnos”. A proposta corrige desigualdade: “Na carreira do docente da educação superior, a promoção ela já acontece assim que ele apresenta a titulação. Somente os técnicos administrativos que ficaram com essa cláusula de barreira de 5 anos a cada promoção de escolaridade. Então, uma correção para que todas as carreiras da educação de nível superior possam ter a mesma regra”.
Próximo passo: derrubar o veto
“Mais uma vez, o governo Zema, ele não conversa, não constrói, ele destrói e tenta destruir a universidade. Nosso próximo passo o diálogo dentro da Assembleia para que o veto possa ser derrubado quando for pautado no plenário da Assembleia”, concluiu a parlamentar, sinalizando mobilização legislativa contra a decisão do Executivo. O episódio reforça o embate entre Zema e a ALMG sobre políticas para educação pública em Minas Gerais.
