Brasil encerra 2025 com 1,27 milhão de novos empregos formais, aponta Caged
Setor de serviços lidera contratações no ano; saldo positivo reflete crescimento em todas as regiões do país e queda na taxa de desemprego

Luciano Meira
O mercado de trabalho brasileiro registrou a criação de 1.279.033 novos postos de trabalho com carteira assinada ao longo de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, e consolidam o terceiro ano consecutivo de expansão no emprego formal.
O resultado é fruto de 24,5 milhões de contratações contra 23,2 milhões de demissões acumuladas entre janeiro e dezembro. Com esse desempenho, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada no Brasil atingiu a marca de 44,8 milhões, o maior nível da série histórica iniciada em 2020.
Serviços e comércio em destaque
O setor de serviços foi o principal motor da economia em 2025, sendo responsável por quase metade das novas vagas geradas. Em seguida, aparecem o comércio e a indústria de transformação. A construção civil, embora com volume menor em números absolutos, apresentou um crescimento percentual relevante, impulsionada por obras de infraestrutura e habitação.
Geograficamente, a geração de empregos foi disseminada por todo o território nacional. A região Sudeste liderou o ranking em números absolutos, enquanto o Nordeste e o Centro-Oeste mostraram resiliência, especialmente no setor agroindustrial e de serviços regionais.
Recuperação da renda
Além da quantidade de vagas, o Ministério do Trabalho destacou um aumento real no salário médio de admissão, que encerrou o ano em aproximadamente R$ 2.150,00. Analistas indicam que o controle da inflação e o aumento do salário mínimo contribuíram para a valorização da renda média do trabalhador brasileiro.
Apesar dos números positivos anuais, o mês de dezembro apresentou o tradicional saldo negativo sazonal, com o fechamento de postos temporários após as festas de fim de ano. No entanto, o recuo foi menor do que o projetado pelo mercado, o que sinaliza uma tendência de continuidade no crescimento econômico para o primeiro trimestre de 2026.
