Caso Alice: Buscas por menina autista desaparecida em Minas Gerais entram no terceiro dia
Força-tarefa mobiliza drones e cães farejadores em área de mata na região de Jeceaba; Ministério da Justiça emitiu alerta nacional

Luciano Meira
As equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Minas Gerais completam, neste sábado (31/1), 48 horas de buscas ininterruptas por Alice Maciel Lacerda Lisboa. A criança, de quatro anos, é autista não verbal — condição em que não utiliza a fala para se comunicar — e desapareceu na tarde da última quinta-feira (29/1) no distrito de Bituri, zona rural de Jeceaba.
O desaparecimento ocorreu por volta das 14h30, enquanto Alice passava o período de férias no sítio dos avós. Segundo relatos da família, a menina brincava na sala da residência quando, em um breve momento de distração dos adultos que prestavam auxílio a um parente com problemas mecânicos em uma moto, ela teria aberto o portão e saído. No momento do sumiço, a criança vestia apenas uma calcinha, pois havia acabado de sair da piscina.
Operação de busca
A força-tarefa concentra os esforços em um perímetro de 40 hectares, área equivalente a 40 campos de futebol, caracterizada por matas fechadas, plantações de milho e eucalipto, além de terrenos íngremes e áreas alagadas. O trabalho dos militares conta com o suporte de:
Cães farejadores: Especializados em rastreio de pessoas.
Drones com câmeras térmicas: Utilizados para identificar fontes de calor na vegetação, embora a chuva intermitente e o relevo dificultem o sinal dos equipamentos.
Voluntários: Cerca de 100 moradores da comunidade auxiliam nas varreduras.
Alerta Amber e apelo da família
Diante da complexidade do caso e da vulnerabilidade da criança, o Ministério da Justiça acionou o Amber Alert, um sistema de avisos urgentes que envia notificações para usuários de redes sociais em um raio de 160 quilômetros do local do incidente.
A mãe de Alice, Karine Maciel, fez um apelo emocionado neste sábado, pedindo que qualquer informação sobre o paradeiro da filha seja comunicada imediatamente à polícia. A família trabalha com duas hipóteses: que a menina ainda esteja perdida na mata ou que tenha sido levada por alguém ao chegar à estrada próxima ao sítio.
Informações que ajudem na localização de Alice podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 190 (Polícia Militar) ou 181 (Disque Denúncia).
