Cemitério Israelita de BH é alvo de pichações com suásticas e frases de ódio na madrugada de sexta-feira

Atos de vandalismo, registrados por câmeras de segurança, chocam comunidade judaica e intensificam alerta sobre crescimento do antissemitismo na capital mineira

Divulgação Federação Israelita
Luciano Meira

O Cemitério Israelita de Belo Horizonte, localizado no bairro Jaraguá, região da Pampulha, amanheceu nesta sexta-feira (15) marcado por atos de vandalismo. Durante a madrugada, um homem ainda não identificado pichou nos muros lateral e frontal do local frases como “Israel genocida”, “assassinos” e “Palestina”, além de símbolos que comparavam a estrela de Davi, símbolo do judaísmo, à suástica nazista. As imagens do crime foram captadas por câmeras de segurança e entregues à Polícia Militar, que investiga o caso.

De acordo com o responsável pela segurança do cemitério, o autor da pichação aparenta cerca de 40 anos, é branco, tem cabelos pretos e estatura mediana. Após terminar os escritos de cunho antissemita e apologias ao nazismo, o homem jogou três latas de spray de tinta no interior do cemitério, num gesto interpretado como desprezo pelo local de memória e respeito à comunidade judaica.A Federação Israelita do Estado de Minas Gerais classificou o ataque como “covarde” e afirmou, em nota oficial, que “este ato atinge não apenas a comunidade judaica, mas todos que defendem a liberdade religiosa, a convivência pacífica e o respeito entre os povos”. A entidade sublinhou que “antissemitismo é crime” e que as autoridades foram mobilizadas para apurar rapidamente e responsabilizar os envolvidos.

O episódio acende novamente o debate sobre o avanço de práticas intolerantes e discursos de ódio no país, especialmente contra minorias. Para lideranças da comunidade judaica, ações como essa reforçam a urgência de políticas públicas e educativas que combatam todos os tipos de preconceito e extremismo.

A Polícia Civil de Minas Gerais assumiu a investigação, enquanto o cemitério passa por limpeza e restauração dos espaços vandalizados. O clima entre familiares de pessoas sepultadas e frequentadores é de indignação e preocupação, com expectativa de respostas rápidas da Justiça e das forças de segurança.

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