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Copasa lança segunda etapa de projeto cultural viabilizado pela Lei Rouanet

Estatal mineira abre inscrições para artistas criarem murais em Frutal e Pompéu dentro da iniciativa Arte nas Águas de Minas

Divulgação Copasa
Luciano Meira

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) está financiando, por meio da Lei Rouanet, a segunda edição do projeto Arte nas Águas de Minas, que leva arte urbana a reservatórios da empresa em cidades do estado. O edital, aberto até 30 de agosto, selecionará quatro artistas, sendo dois em Frutal e dois em Pompéu, para criarem murais que tratem da preservação da água como bem coletivo e finito. Além das obras, oficinas gratuitas de arte urbana serão oferecidas à população local.

Criada em 1991, durante o governo de Fernando Collor, a chamada Lei Federal de Incentivo à Cultura — conhecida popularmente como Lei Rouanet — permite que pessoas físicas e empresas destinem parte do imposto de renda devido a projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura. O objetivo é ampliar o financiamento do setor cultural, facilitando a realização de iniciativas artísticas, educativas e de preservação patrimonial em diferentes regiões do país.O Arte nas Águas de Minas é uma parceria entre a Copasa, o Ministério da Cultura e a APPA – Cultura & Patrimônio. Os murais criados na segunda etapa se somarão às obras já inauguradas em cidades como Brasília de Minas, e farão parte de uma exposição final em Belo Horizonte, marcada para novembro. A proposta une arte urbana e educação ambiental, transformando reservatórios em suportes para criações artísticas que reforçam mensagens sobre sustentabilidade.

Segundo Cleyson Jacomini, diretor de Clientes, Comunicação e Sustentabilidade da Copasa, a ação tem duplo papel: estético e educativo. “A arte tem o poder de comunicar de forma universal. Esses murais são mais do que intervenções estéticas; são ferramentas de educação ambiental que reforçam nosso vínculo com as comunidades”, afirmou.

Na avaliação de Xavier Vieira, presidente da APPA, o projeto se consolida como experiência transformadora. “A segunda etapa chancela a importância da iniciativa como fomentadora de transformação social, ambiental e cultural. Além disso, reforça a parceria com a Copasa e cria uma galeria a céu aberto nos municípios, permitindo que o tema da água seja refletido de forma artística e coletiva”, disse.

A primeira edição do projeto, realizada entre outubro de 2024 e março de 2025, contemplou seis cidades mineiras e consolidou o Arte nas Águas de Minas como exemplo de uso da Lei Rouanet para fomentar cultura em municípios do interior.

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