Deputados petistas de Minas pedem a Lula prorrogação de prazo do PROPAG

Bancada critica postura privatista de Zema e vice Mateus Simões e cobra avaliação transparente de ativos estaduais

Deputado federal Rogério Correia (PT-MG) – Foto: Assessoria do deputado
Luciano Meira

Deputados federais e estaduais do Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais encaminharam uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (29), solicitando a prorrogação do prazo previsto no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (PROPAG). A intenção é garantir maior tempo para uma avaliação técnica criteriosa e transparente dos ativos estaduais, incluindo companhias estratégicas como CEMIG e COPASA, cujas privatizações estão em andamento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).O PROPAG, que está em fase de tramitação na ALMG, estabelece as bases para as negociações federativas em torno das dívidas dos estados. Os deputados petistas alertam que a pressa em aprovar o programa, sem o devido estudo dos impactos, pode prejudicar a soberania nacional e as condições de prestação de serviços públicos essenciais. Eles destacam que a gestão do governador Romeu Zema tem adotado uma postura privatista, com projetos em curso que fragilizam o controle público sobre setores estratégicos da economia mineira.

O vice-governador Mateus Simões também tem se posicionado favoravelmente à agenda de desestatização, ignorando alertas sobre os riscos à sustentabilidade financeira e social dos ativos públicos. A bancada do PT critica essa posição, que consideram alinhada a interesses econômicos privados e distante das necessidades da população.

Na carta, os parlamentares ressaltam o papel do governo federal e de Lula como fundamentais para garantir que a avaliação dos ativos, incluindo a possibilidade de federalizar a CODEMIG para transformá-la em empresa pública focada em setores estratégicos como terras raras e minerais críticos, seja feita com responsabilidade e transparência. Essa medida, segundo eles, seria uma alternativa à privatização que valoriza o patrimônio público e contribui para a justiça social.

Além do tempo para análise técnica, o documento reforça a participação de sindicatos, movimentos populares e entidades da sociedade civil que também manifestam preocupação com os efeitos da privatização. A bancada petista alerta para a urgência em estender o prazo de avaliação no PROPAG, evitando que iniciativas privatistas sejam aprovadas de forma açodada na ALMG.

A postura de Zema e Simões, ao rejeitar essas demandas por transparência e controle social, expõe uma visão restrita e pouco comprometida com o desenvolvimento sustentável e a proteção do patrimônio público em Minas Gerais. A falta desse debate aprofundado pode comprometer os serviços essenciais prestados à população e abrir caminho para perdas irreversíveis de controle sobre setores estratégicos da economia.

Em meio a esse cenário, o apelo dos deputados do PT reforça a importância de decisões que respeitem o interesse público acima de interesses privados e políticos, colocando a soberania de Minas e do Brasil como prioridade nas negociações do PROPAG.

O Metropolitano

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