Governo de Minas anuncia recomposição salarial de 5,4% para todo funcionalismo estadual

Medida beneficia 673 mil servidores ativos, inativos e pensionistas, com pagamento retroativo a janeiro e impacto anual de R$ 3,4 bilhões na folha do Executivo estadual

 

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Luciano Meira

O governo de Minas Gerais anunciou nesta segunda-feira (2), a recomposição salarial de 5,4% para todos os servidores públicos do Estado, abrangendo ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta, com pagamento retroativo a 1º de janeiro de 2026 e impacto estimado em R$ 3,4 bilhões anuais na folha de pagamento.Desde 2019, o Executivo estadual tem promovido reajustes periódicos ao funcionalismo público mineiro, em meio a esforços para equilibrar as contas públicas após anos de crise fiscal no Estado. Em 2022, concedeu aumento linear de 10,06%; em 2024, aplicou 4,62%; e em 2025, instituiu auxílio-alimentação para forças de segurança, elevando em até 34% a remuneração da categoria.

A nova recomposição de 5,4% assegura que o vencimento básico inicial dos professores do magistério estadual volte a equivaler ao piso nacional proporcional, atendendo a uma demanda recorrente da categoria. O anúncio destacou a “responsabilidade fiscal” adotada, que regularizou pagamentos atrasados e encerrou o parcelamento de salários a partir de 2021.

Detalhes do anúncio e trâmite legislativo

O projeto de lei complementar que institui o reajuste será enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ainda neste mês de março, dependendo de aprovação dos deputados para entrar em vigor. Cerca de 673 mil servidores serão beneficiados diretamente, em um universo que inclui áreas como saúde, educação, segurança e administração.

Histórico de reajustes e expectativas

Ao longo dos últimos sete anos, o funcionalismo recebeu dois reajustes gerais somando 15,14%, embora sindicatos apontem que o acumulado fique abaixo da inflação de cerca de 45% no período. Em 2024, o reajuste de 3,62% inicialmente proposto gerou debates sobre reposição inflacionária, mas foi ajustado para 4,62% após negociações. A medida ocorre em ano eleitoral e atende a cobranças de sindicatos por cumprimento de promessas de reposição anual da inflação.

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