Guerra no Oriente Médio chega ao sexto dia com bombardeios intensos
Conflito EUA-Israel x Irã, iniciado em 28/2, expande para Líbano e Golfo Pérsico; petróleo dispara e ameaça recessão global

Luciano Meira
Os Estados Unidos e Israel intensificaram bombardeios contra alvos iranianos, incluindo Teerã e instalações nucleares, no sexto dia de guerra aberta iniciada em 28 de fevereiro de 2026, com ataques que mataram o aiatolá Ali Khamenei e provocaram retaliações iranianas via mísseis, drones e bloqueio do Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump, sem provas ou dados concretos, afirmou que “praticamente tudo foi destruído” no Irã, com foco em neutralizar capacidades nucleares e de projeção de poder, enquanto Teerã acusa agressão não provocada e ameaça centros econômicos regionais.
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O conflito remonta a tensões históricas, agravadas pelo impasse em negociações nucleares iranianas e ações de grupos como Hamas, Hezbollah e Houthis desde 2023, com escalada direta após bombardeios israelenses em Gaza e Líbano que mataram líderes como Hassan Nasrallah. A ofensiva EUA-Israel visava impedir supostos ataques iminentes do Irã, evoluindo para campanha que pulveriza defesas aéreas e navais persas, segundo fontes israelenses.
A guerra se expandiu para Líbano, com Hezbollah retomando ataques de mísseis contra Haifa e outras cidades, em solidariedade ao Irã, levando a contraofensivas israelenses em Beirute e sul libanês, violando cessar-fogo de meses; no Golfo, mísseis iranianos atingiram bases americanas em Dubai e aliados árabes. Houthis no Iêmen e milícias na Síria intensificam ações contra Israel, enquanto o presidente libanês condena o Hezbollah por arriscar o país em “guerras por procuração”.
Economicamente, o petróleo Brent subiu até 13% com o bloqueio de Ormuz —rota de 20% do suprimento global—, pressionando inflação, juros e combustíveis; FMI alerta para recessão se prolongado, com prejuízos ao Brasil via Petrobras e exportações. Opep+ eleva produção em 206 mil barris/dia para mitigar, mas analistas preveem efeito dominó em energia e comércio mundial.
