Integrante do Comando Vermelho foragido é preso com drogas e armas em Belo Horizonte
Jovem de 25 anos usava documento falso e foi encontrado no bairro Califórnia após operação policial e tecnologia de reconhecimento facial

Luciano Meira
Um homem de 25 anos, apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e foragido da Justiça, foi preso na madrugada deste domingo (24) em Belo Horizonte. Ele estava escondido no bairro Califórnia, Região Noroeste da capital, e foi capturado após uma operação da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) que contou com o uso do sistema de reconhecimento facial. Uma mulher, de mesma idade, também foi detida sob suspeita de envolvimento no tráfico de drogas.Segundo a PM, o suspeito era alvo prioritário das autoridades de Pompéu, município da Região Central do Estado, onde já havia sofrido um atentado. Para tentar enganar os policiais durante a abordagem, o homem apresentou um documento falso, mas acabou identificado pela tecnologia de reconhecimento facial. Dentro do imóvel, foram encontradas diversas drogas, armas e munições, além de celulares e balanças de precisão.
Material apreendido
22 barras de maconha, totalizando cerca de 22 quilos
18 porções e dois potes de skunk
11 porções de haxixe
Uma barra de cocaína
Uma barra de crack
Dois revólveres (Rossi calibre .38 e Taurus calibre .22)
20 munições de calibres variados
Três balanças de precisão
Três celulares
O preso afirmou à PM que armazenava as drogas para a facção, mas que as armas eram de uso próprio para defesa, argumentando ter sofrido um ataque em Pompéu. A mulher, por sua vez, negou envolvimento com o material ilícito, embora as drogas estivessem visíveis no imóvel.
O caso será investigado
O casal foi encaminhado à delegacia de plantão, junto com todos os itens apreendidos. O caso será investigado pela Polícia Civil. A prisão do foragido ocorre no contexto do aumento das investidas contra o Comando Vermelho em Minas Gerais, que tem expandido sua atuação criminosa no Estado.
A utilização de tecnologias como o reconhecimento facial tem sido um dos principais trunfos das forças de segurança para capturar foragidos e desmantelar o esquema de tráfico de drogas e armas associado às facções que disputam territórios na capital e no interior.