Isenção do IR e reajuste do salário mínimo injetarão R$ 110 bilhões na economia em 2026

Ministro Luiz Marinho destaca impacto das medidas no consumo e crescimento, somado ao menor desemprego da história

Ministro Luiz Marinho – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Luciano Meira

A isenção do Imposto de Renda para rendas até R$ 5 mil mensais e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621, vigentes desde janeiro, devem injetar R$ 110 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro do Canal Gov, nesta quarta-feira (7), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, enfatizou que essas ações, equivalentes a mais de R$ 10 bilhões mensais, impulsionarão o consumo e o crescimento sustentável do país. O anúncio ocorre em um contexto de recorde histórico na geração de empregos formais e taxa de desemprego em 5,2% em novembro de 2025.Detalhes das medidas econômicas

O reajuste de 6,7% no salário mínimo, de R$ 1.518 para R$ 1.621, injetará R$ 80 bilhões na economia, beneficiando milhões de trabalhadores e aposentados que recebem pelo piso nacional. A correção considera a inflação acumulada de 12 meses mais o crescimento real do PIB de dois anos anteriores, fórmula aplicada desde 2011 e que completa 90 anos em 14 de janeiro. Já a isenção do IR alcança 15 milhões de contribuintes com salário até R$ 5 mil, com descontos progressivos até R$ 7,3 mil, gerando efeito equivalente a um “grande aumento salarial” nos holerites de janeiro.

Efeito cascata no consumo e investimentos

Luiz Marinho destacou que o dinheiro extra nas mãos dos trabalhadores alimenta uma cadeia produtiva: eleva o consumo, estimula contratações e financia programas como Minha Casa Minha Vida, via FGTS, e modernização industrial pelo BNDES, pelo FAT. “Toda vez que tem dinheiro na mão dos trabalhadores, a economia gira; as empresas vendem mais e contratam mais”, afirmou o ministro, prevendo que o PIB crescerá novamente em 2026, após 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024, contrariando projeções iniciais mais pessimistas. Ele incentivou os beneficiados a poupar ou investir em educação, moradia e bens duráveis, ampliando a rotação da “roda da economia”, como diz o presidente Lula.

Emprego formal em alta histórica

Desde janeiro de 2023, o Brasil criou mais de 5 milhões de vagas com carteira assinada, segundo o Novo Caged, revertendo o pico de informalidade de anos anteriores. Dos 102 milhões de ocupados, cerca de 49 milhões têm CLT e 12 milhões são servidores públicos, com queda expressiva no trabalho informal. Marinho atribui o desempenho consistente a todos os segmentos econômicos e regiões, classificando-o como “crescimento sustentável” sem bolhas, com reflexos positivos no salário mínimo projetado para 2027.

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