Espinha Dorsal

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Camilo Lélis

Como vai, prezado leitor e leitora do portal de notícias O Metropolitano? Bem? Eu sigo feliz, obrigado!
Fechando minhas agendas e balanços de 2025, ainda tive ânimo para uma Audiência Pública em Itaguara. Na pauta, instrumentos legais que norteiam as políticas públicas no município. Convite feito, convite aceito. Meu querido PPA e LOA, respectivamente, Plano Plurianual e Lei Orçamentária, foram a pauta da noite. Às 18h, além da tradicional hora do Ângelo, também foi marcada pela urgente resenha das políticas públicas. Quanta animação. Assuntos inéditos para uns. Já, para outros, CRT C, CRT V, cumprindo tabela.Eu, vindo de um domingo de manifestações em todo o Brasil em relação ao #congressoinimigodopovo.
É, as últimas notícias do Brasil impactam a cidade, a sua cidade, a nossa cidade. Como a reforma tributária, prisão de Bolsonaro, etc.
Pensa…
Bom, estive na Câmara de Vereadores, a tal “Casa do Povo”, na última segunda, 15 de dezembro. Claro, o “povo” não atendeu ao convite, nem ao chamado e muito menos à responsabilidade na construção dos planos. O “povo” não sai mais de casa faz tempo. Estou por aqui há cinco meses, só observando. Mas isso é ótimo. Isso do “povo” não sair. Do “povo” não participar. Sem a presença do “povo”, fica mais fácil. A não ocupação do “povo” do espaço público precisa ser vista. Inclusive num Brasil, num mundo, de pessoas cada vez mais doentes. É só pesquisar sobre o assunto. Mas, enfim, o “povo” delegou aos “técnicos” a incrível tarefa de humanizar planilhas orçamentárias.
Faltou discussão, faltaram gráficos, e sobrou aquele “incômodo” de sempre. Uma Audiência Pública deveria ser motivo de festa, onde os servidores e agentes públicos recebessem seus patrões para um diálogo fraterno, mas não é bem assim que acontece. Você desejar melhorias para sua cidade parece ser quase um atentado ao funcionalismo público e aos governantes. Afinal, qual a finalidade de uma Prefeitura? Proporcionar oportunidade de emprego e ganhos para os seus cidadãos. Essa é a base. Se sobrar algum dinheiro, farão algum investimento no município. Darão algum retorno à população. Sim, pois juramento maior é sobre o “meu salário”. Meus e dos meus familiares, né? Porque família que trabalha unida compra casa na praia. Podendo aparelhar, por que não fazê-lo? Segue a ordem do dia. Vereadores de primeira viagem ainda tentam achar o fio da meada no complexo território contábil. Como fazer emenda para algo que não está bem explicado? Faltam peças no quebra-cabeça. E seguimos dando cabeçadas, afinal, se o meu tá garantido, meu amor, o outro que lute. E se você não tá satisfeito, mude. (rsrs) Ou simplesmente ria, afinal, a oposição se calou já faz tempo. O conhecimento técnico parece que faltou a esse ou àquele vereador, o caso é de “difícil entendimento da população”. Minha mãe não tem primeiro grau, mas sabia que tinha sete bocas para alimentar. Então ela tinha que saber dividir um salário para trinta dias. Sim, a retórica ela não tem, mas a vida dura mostrou caminhos de desenvolvimento e táticas financeiras para a sobrevivência da família. Pensemos: somar, dividir, multiplicar, subtrair.
Bora buscar recursos em outros lugares, pessoal! Menos nos recursos próprios do município, esses já estão empenhados e sacramentados. Afinal, o bem comum é balela. “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. Mas cabe revisão. É legalmente possível ajustar, remanejar. Rever. Cabe planejamento. Fiquei pensando: cabe um PPA e uma LOA feitos por Inteligência Artificial. Fiquei curioso para saber como seria esse resultado e, claro, confrontá-lo com as mãos humanas que os produziram. Mas cabe entender prioridades da gestão. Cabe analisar o que foi a Cop30 que aconteceu no Brasil. Cabe analisar recursos para a população mais idosa, que em breve será maioria. Cabe recurso para um Espaço Cultura, um auditório para Formaturas, mais dignidade para as ações da APAE…
Entendi. Tudo bem. Para quatro anos é pouco, oito anos é pouco. Nove anos é pouco. Quando a experiência adquirida me dará condições para o aperfeiçoamento? Chego a pensar que pouco mesmo é o amor que temos pela cidade. Esse, cada ano, diminui mais. Mas isso não conta. Essa conta não é feita. Estamos falando do custo das coisas e não do valor. Mas é isso, e está tudo bem. Vivendo e aprendendo. Aprendendo para exercitar numa próxima vida, né? Porque nessa já deu. Chega de aprender. Diplomas demais. Perguntas antigas. Nada de respostas. Secretariado todo presente, boca “quiuza”. De resto, minha ignorância de sempre. Meu compromisso com a escrita, que provoca o pensamento. Descrevo a toada triste, mas que logo se traduzirá em alegria, afinal, é fim de ano e cada um deu o seu melhor. Eu acredito. Não está sendo fácil para ninguém. Esperançar…
Registro meus agradecimentos ao portal de notícias O Metropolitano pela oportunidade e espaço. Aqui seguem minhas últimas provocações na coluna Pedra@Lascada, em 2025. É possível que nos vejamos em 2026, talvez…
Mas a ideia é mudar de cidade.
Sigam refletindo e fico por aqui, divagando.
Boas festas e um ano novo de paz para o “povo” brasileiro.

O Metropolitano

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