Lula lidera corrida para 2026 e Zema amarga lanterna da disputa

Nova pesquisa do Instituto Paraná mostra polarização consolidada com Flávio Bolsonaro

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Luciano Meira

Levantamento nacional do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta quinta-feira (29), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nas intenções de voto para as eleições de 2026 em todos os cenários de primeiro turno. Entretanto, a sondagem traz um alerta para o Planalto: o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um crescimento expressivo, superando numericamente o pai, Jair Bolsonaro, na modalidade espontânea, e atingindo um empate técnico com o petista em uma eventual simulação de segundo turno.A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-08254/2026, ouviu 2.080 eleitores em 160 municípios de todas as unidades da Federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Cenários de Primeiro Turno

O instituto testou dois quadros principais para a sucessão presidencial, variando os nomes do campo da oposição ligada ao bolsonarismo:

Cenário 1: Disputa com Flávio Bolsonaro

Lula (PT): 39,8%
Flávio Bolsonaro (PL): 33,1%
Ratinho Júnior (PSD): 6,5%
Ronaldo Caiado (União): 3,7%
Romeu Zema (Novo): 2,8%
Renan Santos (Missão): 1,5%
Aldo Rebelo (DC): 1,1%
Branco/Nulo: 6,8%
Não sabe/Não opinou: 4,7%

Cenário 2: Disputa com Tarcísio de Freitas

Lula (PT): 40,7%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 27,5%
Ronaldo Caiado (União): 6,6%
Romeu Zema (Novo): 4,4%
Renan Santos (Missão): 2,0%
Aldo Rebelo (DC): 1,4%

O “nanismo” persistente de Romeu Zema

Para o eleitor de Minas Gerais, o dado mais gritante da pesquisa é o desempenho pífio do governador Romeu Zema (Novo). Apesar de comandar o segundo maior colégio eleitoral do país e de frequentar Brasília com frequência para articular sua imagem nacional, Zema parece ter batido em um teto de votos intransponível.

Com índices que variam entre 2,8% e 4,4%, o mineiro aparece tecnicamente empatado com nomes de menor expressão nacional, como o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) e o ativista Renan Santos (Missão). A insistência de Zema em manter-se como “presidenciável” diante de números tão inexpressivos começa a soar como um exercício de vaidade política que ignora a realidade das urnas. Sem conseguir empolgar sequer o eleitorado conservador fora das fronteiras mineiras, sua pré-candidatura demonstra sinais claros de exaustão antes mesmo da largada oficial.

Simulação de Segundo Turno

No embate direto, a distância entre a esquerda e a direita encurtou em comparação aos levantamentos do ano passado:

Lula (PT): 44,8%
Flávio Bolsonaro (PL): 42,4%

O resultado configura um empate técnico no limite da margem de erro, sinalizando que a transferência de votos de Jair Bolsonaro para seu filho mais velho é quase integral, consolidando Flávio como o herdeiro político mais competitivo do clã no momento.

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