Lula nomeia Wellington César Lima e Silva para o Ministério da Justiça
Jurista baiano, com passagens por gestões petistas, assume pasta após saída de Ricardo Lewandowski por motivos pessoais; nomeação é publicada em edição extra do DOU

Luciano Meira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (13/1) a nomeação do advogado Wellington César Lima e Silva para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, substituindo Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo por razões pessoais e familiares. A escolha de um nome experiente no serviço público jurídico reforça a continuidade na gestão da pasta responsável por políticas de segurança, direitos humanos e coordenação com a Polícia Federal em meio a desafios como o combate ao crime organizado.
Trajetória do novo ministro
Wellington César Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, retorna ao Ministério da Justiça onde atuou brevemente em 2016, durante o governo Dilma Rousseff, além de ter sido procurador-geral da Justiça da Bahia e secretário especial para Assuntos Jurídicos da Presidência na gestão atual. Nascido na Bahia, o jurista acumula mais de 30 anos de carreira no Ministério Público e em cargos estratégicos, incluindo adjunto para Assuntos Jurídicos na Procuradoria baiana, o que o posiciona como aliado de confiança do PT com expertise em direito público e administrativo. Sua indicação veio após o ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto gerir a transição, descartando desmembramento da pasta em Justiça e Segurança Pública.
Saída de Lewandowski
Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), entregou carta de demissão em 8 de janeiro, após quase dois anos à frente da pasta desde fevereiro de 2024, destacando em sua saída o exercício “com zelo e dignidade” das atribuições. A nomeação ocorre em momento delicado para o governo, com pressões por maior eficiência na segurança pública, redução de homicídios e articulação contra milícias e narcotráfico, áreas em que Lima e Silva precisará demonstrar liderança imediata. O Planalto enfatizou o convite em reunião no Palácio do Planalto, com publicação imediata no Diário Oficial da União em edição extra.
