Lula retoma liderança nas pesquisas enquanto Zema mantém desempenho insignificante

Nova rodada da Genial/Quaest aponta vantagem do atual presidente sobre Flávio Bolsonaro

Presidente Lula (PT) – Arquivo RMC

Luciano Meira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou a liderança na corrida eleitoral para a Presidência da República em 2026. De acordo com a 25ª rodada da pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 8 e 11 de maio, Lula alcança 39% das intenções de voto no primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na segunda posição, com 33% da preferência do eleitorado.

O levantamento entrevistou 2.004 eleitores de forma presencial e domiciliar em todo o país. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da amostra é de 95%. A pesquisa está registrada junto à Justiça Eleitoral sob o número BR-03598/2026.

Na modalidade espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula lidera com 22%. Flávio Bolsonaro registra 14% das citações espontâneas. O número de eleitores indecisos nesse cenário ainda é elevado, somando 57% do total. Esse dado indica que a maioria da população ainda não definiu sua escolha para o pleito.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), apresenta um desempenho considerado insignificante diante dos líderes. Zema oscilou positivamente, mas detém apenas 4% das intenções de voto no primeiro turno. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também registra 4% da preferência. Ambos os nomes da chamada “terceira via” seguem distantes da polarização entre PT e PL.

Nos cenários de segundo turno, Lula vence todos os adversários testados. Em um eventual confronto direto contra Flávio Bolsonaro, o petista venceria por 42% a 41%. Contra Romeu Zema, a vantagem de Lula é maior, chegando a sete pontos: 44% contra 37%. Diante de Ronaldo Caiado, o atual presidente venceria por 44% a 35%.

A aprovação do trabalho de Lula apresentou recuperação e chegou a 46% em maio. A desaprovação caiu para 49%, após ter atingido 52% no mês anterior. A avaliação positiva do governo, que era de 31% em abril, subiu para 34% nesta rodada. Já a percepção negativa recuou de 42% para 39% no mesmo período.

O cenário atual aponta para a manutenção da divisão política e social observada nas últimas eleições nacionais. O impacto econômico e a percepção de melhora na vida cotidiana seguem como os principais motores da aprovação governamental. A ausência de um nome competitivo fora da polarização reforça o favoritismo de Lula para a reeleição.

O Metropolitano

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