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Mais uma pesquisa aponta vitória de Lula em todos os cenários eleitorais de 2026

Levantamento do instituto Nexus mostra o atual presidente à frente de Flávio Bolsonaro e outros concorrentes

Presidente Lula (PT) – Foto: Ricardo Stuckert

Luciano Meira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026 e vence todos os adversários testados tanto no primeiro quanto no segundo turno. Os dados constam na terceira rodada da pesquisa de opinião pública realizada pelo instituto Nexus e contratada pelo banco BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (25). O levantamento coletou as respostas dos eleitores entre os dias 22 e 24 de maio.

A coleta das entrevistas ocorreu após a veiculação de notícias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato posicionado em segundo lugar na disputa. Reportagens recentes expuseram áudios de conversas e revelaram um encontro presencial entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro. A reunião aconteceu no apartamento do empresário, em São Paulo, um dia após ele obter a progressão para o regime de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, retornou ao regime fechado e cumpre prisão preventiva determinada pelo Supremo Tribunal Federal na Operação Compliance Zero. A Polícia Federal investiga o executivo por suspeita de comandar um esquema bilionário de fraudes financeiras e emissão de títulos de crédito falsos. O processo tramita sob a relatoria do ministro André Mendonça, que negou propostas de delação premiada devido a inconsistências nos depoimentos.

No primeiro cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 35%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), registra 5%, enquanto o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), obtém 4%. Renan Santos (MBL) pontua com 3%, o ex-ministro Joaquim Barbosa (DC) alcança 2%, e Augusto Cury e Cabo Daciolo detêm 1% cada um.

Este levantamento marca a primeira inclusão do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como pré-candidato pelo partido Democracia Cristã (DC). O magistrado aposentado substituiu o nome do ex-ministro Aldo Rebelo, que pontuava 2% na rodada de abril. Barbosa repetiu o mesmo patamar de 2% no cenário principal e alcançou 3% no segundo cenário testado, desempenho considerado estatisticamente equivalente ao de seu predecessor.

Nas simulações de segundo turno, o atual mandatário mantém a dianteira em todos os confrontos diretos. Em um embate contra Flávio Bolsonaro, Lula vence por 47% a 43% dos votos. No cenário contra o governador mineiro Romeu Zema, o resultado aponta 49% para o petista e 38% para o candidato do Novo. Contra Ronaldo Caiado, o presidente registra 46% frente a 40% do ex-chefe do Executivo goiano.

Especialistas em pesquisas de opinião apontam que o cenário demonstra estabilidade e cristalização do eleitorado nas duas principais forças políticas do país. Segundo o cientista político André Jácomo, diretor de Pesquisa da Nexus, o eleitor de cada lado demonstra convicção. Conforme o relatório, 81% dos eleitores de Lula e 71% dos apoiadores de Flávio Bolsonaro afirmam que a decisão de voto já está tomada e não mudará até outubro.

Os desdobramentos jurídicos das investigações sobre o Banco Master e as conexões políticas com a família Bolsonaro tendem a pautar os debates nos próximos meses. Os coordenadores das campanhas de oposição pretendem focar a estratégia na exploração da agenda econômica e nos índices de desaprovação do governo federal. A pesquisa mostra que o trabalho do presidente Lula possui 47% de aprovação e 48% de desaprovação entre os entrevistados.

A manutenção da liderança de Lula consolida a polarização e impõe desafios aos candidatos que buscam viabilizar uma alternativa de terceira via. O enfraquecimento de nomes alternativos força blocos partidários a recalibrar alianças regionais com foco no parlamento. O ambiente de estabilidade numérica sinaliza que escândalos recentes ainda dependem de maior repercussão social para alterar de forma significativa o comportamento do eleitorado.

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