Nova Lima inicia vacinação nacional com dose única contra a dengue
Cidade mineira integra projeto-piloto com o novo imunizante do Butantan; Maranguape, no Ceará, também começou a aplicação das doses neste sábado

Luciano Meira
Moradores de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, começaram a receber neste sábado (17) a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. O município mineiro é um dos três selecionados pelo Ministério da Saúde para o início da estratégia-piloto com o imunizante nacional, o primeiro do mundo a ser aplicado em dose única.
A vacinação em massa na cidade mineira ocorre em todas as 21 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em duas unidades móveis. Para esta fase, Nova Lima recebeu 64 mil doses, quantitativo suficiente para atender toda a população-alvo, formada por pessoas de 15 a 59 anos. A prefeitura também disponibilizou postos em formato *drive-thru* para agilizar o atendimento.
Além da cidade mineira, o município de Maranguape, na Grande Fortaleza (CE), também iniciou a aplicação das doses neste sábado. No Ceará, a estratégia incluiu 35 postos de saúde e pontos de vacinação em locais de grande circulação, como a rodoviária e o estacionamento de um supermercado. Botucatu, no interior de São Paulo, é a terceira cidade do projeto e inicia a campanha neste domingo (18).
O objetivo do Ministério da Saúde com este projeto-piloto é vacinar pelo menos 50% dos moradores dessas localidades em um curto intervalo de tempo. A medida permite avaliar o impacto da vacina na redução da circulação do vírus e na dinâmica da doença em populações reais. Os resultados serão monitorados por especialistas durante um ano.
A vacina Butantan-DV apresentou, nos testes clínicos, uma eficácia geral de 79,6% na prevenção da doença sintomática. O imunizante é eficaz contra os sorotipos 1 e 2 da dengue, os mais comuns no Brasil.
Conforme a produção do Instituto Butantan for ampliada, o governo federal pretende estender a vacinação para o restante do país. A próxima etapa, prevista para fevereiro, deve priorizar cerca de 1,1 milhão de profissionais da saúde que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS).
