Nubank desmente boatos de fechamento após novas regras do Banco Central
Instituição reforça solidez financeira e esclarece que medidas do regulador sobre o uso do termo “bank” não afetam suas operações

Luciano Meira
O Nubank emitiu comunicados oficiais nesta semana para desmentir boatos que circulam em redes sociais sobre um possível encerramento de suas atividades. As especulações ganharam força após a divulgação de novas normas do Banco Central (BC) e a recente liquidação extrajudicial do Will Bank. A instituição reforçou que os boatos são falsos e que sua operação segue em expansão, tendo encerrado o último trimestre de 2025 com lucros recordes e mais de 120 milhões de clientes na América Latina.
A confusão originou-se de uma norma do Banco Central que restringe o uso dos termos “banco” ou “bank” por instituições que não possuem licença bancária plena. Atualmente, o Nubank opera principalmente como uma Instituição de Pagamento (IP). Embora a regra possa obrigar a empresa a ajustar sua marca ou acelerar o processo para obter a licença bancária formal em 2026, a medida é regulatória e não guarda relação com insolvência financeira.
O efeito dominó: do Banco Master ao Will Bank
O temor dos correntistas aumentou devido à crise que atinge outras instituições do setor. Na última quarta-feira (21), o Banco Central decretou a liquidação do Will Bank, um banco digital com forte atuação no Nordeste. A queda do Will Bank é um desdobramento direto da crise do Banco Master, seu controlador, que foi liquidado em novembro de 2025 sob investigações de fraude e manipulação contábil pela Polícia Federal, na Operação Compliance Zero.
Diferente do cenário de crise dessas instituições, o Nubank apresenta indicadores de capital e liquidez robustos. Enquanto o Will Bank foi liquidado após descumprir obrigações de pagamento com a bandeira Mastercard e apresentar patrimônio líquido negativo, o Nubank detém hoje o posto de maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes e continua operando com lucro crescente.
Segurança para o correntista
Especialistas explicam que, mesmo em casos de liquidação extrajudicial — como ocorreu com o Will Bank e o Banco Master —, os depósitos em conta corrente e investimentos em CDBs são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O mecanismo garante a devolução de até R$ 250 mil por CPF em cada instituição financeira, o que preserva o patrimônio da maioria absoluta dos clientes de varejo no país.
