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Operação Rejeito cumpre novos mandados após espionagem de juiz

Investigação aponta que grupo monitorava magistrado responsável por processos ligados à mineração ilegal em Minas Gerais

Divulgação Polícia Federal

Luciano Meira

A Polícia Federal cumpriu novos mandados judiciais nesta quinta-feira (18) no âmbito da Operação Rejeito. A ação foi autorizada após a identificação de um esquema de monitoramento ilegal contra um juiz federal que atua em processos relacionados à investigação.

Segundo as autoridades, integrantes da organização criminosa teriam realizado atividades de vigilância para acompanhar a rotina do magistrado. O objetivo seria obter informações sobre decisões judiciais e o andamento das apurações.

Os mandados foram executados em endereços ligados a investigados já apontados como participantes do esquema. A operação busca reunir provas sobre a suposta prática de obstrução da Justiça e monitoramento clandestino de autoridades.

A Operação Rejeito investiga um grupo suspeito de atuar em atividades de mineração irregular, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em processos de licenciamento ambiental. As investigações são conduzidas pela Polícia Federal com apoio de outros órgãos de controle.

De acordo com os investigadores, a organização teria criado mecanismos para dificultar fiscalizações e interferir na atuação de agentes públicos. A apuração também aponta a utilização de empresas e intermediários para ocultar recursos obtidos com as atividades ilícitas.

A suspeita de espionagem surgiu durante a análise de materiais apreendidos em fases anteriores da operação. Os elementos coletados indicariam a existência de uma estrutura voltada ao acompanhamento de autoridades consideradas estratégicas para os interesses do grupo.

A Polícia Federal informou que os novos mandados têm o objetivo de aprofundar a investigação sobre essa frente específica do esquema. Os materiais recolhidos serão submetidos à perícia e integrados ao inquérito em andamento.

A operação original foi deflagrada para desarticular uma organização suspeita de obter vantagens ilícitas por meio da exploração mineral e de influência sobre processos administrativos e ambientais. A Justiça Federal autorizou prisões, buscas e bloqueios patrimoniais durante as etapas da investigação.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de investigação e violação de sigilo. As defesas dos citados ainda podem se manifestar ao longo do processo.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas conforme a análise das provas obtidas nas fases já realizadas da Operação Rejeito.

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