Papa Leão XIV pede jejum de palavras de ódio nas redes durante Quaresma
Em mensagem para 2026, pontífice propõe abstenção de discursos ofensivos na internet como penitência concreta, para cultivar gentileza e paz nas comunicações diárias

Luciano Meira
O Papa Leão XIV conclamou os fiéis a praticarem um “jejum pela língua” durante a Quaresma de 2026, abstendo-se de palavras de ódio, julgamentos precipitados e difamações, especialmente nas redes sociais, como forma concreta de conversão. A mensagem, intitulada “Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão”, divulgada nesta semana, enfatiza medir as palavras na família, trabalho, debates políticos e comunidades cristãs, substituindo ofensas por esperança e paz.
Contexto da mensagem quaresmal
A Quaresma, período de 40 dias entre a Quarta-Feira de Cinzas e a Páscoa, é tradicionalmente marcado por oração, penitência e caridade, com foco em recolocar Deus no centro da vida, segundo o pontífice americano eleito em 2025. Leão XIV destaca o jejum não só de alimentos, mas de privações que promovam austeridade, escuta do clamor dos pobres e da terra, e compromisso comunitário nas paróquias e famílias.
O apelo ecoa preocupações recorrentes da Igreja com a “poluição verbal” na internet, ampliando discursos nocivos, e busca transformar comunidades em espaços de acolhida e libertação.
Práticas propostas pelo Papa
Renunciar a palavras duras, calúnias e julgamentos apressados, priorizando gentileza em todos os ambientes.
Fazer das redes sociais e debates locais palcos para palavras de paz, desarmando a linguagem cotidiana.
Integrar escuta da Palavra de Deus e dos sofredores ao jejum coletivo, construindo a “civilização do amor”.
