Piloto que espancou adolescente em Brasília vira réu por homicídio doloso
Justiça aceita denúncia contra Pedro Turra por morte de Rodrigo Castanheira, 16, após briga em janeiro; acusado segue preso na Papuda por risco de interferência

Luciano Meira
A Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia do Ministério Público e tornou réu o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19, por homicídio doloso qualificado por motivo fútil na morte de Rodrigo Castanheira, adolescente de 16 anos, ocorrido após agressão em Vicente Pires, em 23 de janeiro de 2026. O juiz André Silva Ribeiro manteve a prisão preventiva do réu na Papuda, citando gravidade dos fatos, reiteração de condutas violentas e risco de interferência probatória, com o caso podendo render até 30 anos de reclusão.
Detalhes da agressão e da vítima
Rodrigo, que sofria traumatismo craniano grave, parada cardiorrespiratória de 12 minutos e ficou 16 dias em coma induzido no Hospital Brasília Águas Claras, morreu em 7 de fevereiro pela perda irreversível das funções cerebrais, apesar dos esforços médicos. A briga começou por uma “discussão banal” – cuspe ou chiclete mascado jogado por Turra em amigo da vítima –, mas o MP aponta premeditação: mensagens de áudio ao namorada revelam “vamos pegar eles”, e o piloto, de compleição avantajada, desceu do carro para agredir com sequência de socos, arremessando o jovem contra veículo.
Antecedentes do acusado e próximos passos
Turra, desligado da Fórmula Delta após o episódio, acumula investigações por três agressões e tentativa de dar bebida a menor em 2025, com defesa lamentando a morte sem se manifestar sobre a denúncia. O MP requer R$ 400 mil em danos morais à família e oitiva de novas testemunhas; perícia no IML analisa compatibilidade das lesões, enquanto a defesa de Rodrigo defende impacto “descomunal” do soco como causa direta.
