PT indica Marília Campos como pré-candidata ao Senado por Minas Gerais
Prefeita de Contagem deverá renunciar ao cargo em abril para disputar eleição; decisão foca em palanque para Lula no estado

Luciano Meira
O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, nesta quarta-feira (28), a indicação da prefeita de Contagem, Marília Campos, como pré-candidata ao Senado por Minas Gerais. A definição foi estabelecida pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) da legenda e aguarda homologação da Executiva estadual. A escolha reforça a estratégia da sigla de ter um nome com forte apelo popular para fortalecer a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo maior colégio eleitoral do país.
Para viabilizar a candidatura, Marília precisará deixar a prefeitura de Contagem até o dia 4 de abril, conforme exige a lei eleitoral para detentores de cargos executivos que pretendem concorrer a outros postos. Com a desincompatibilização, o vice-prefeito Ricardo Faria (PSD) assumirá definitivamente o comando do município.
Trajetória e Estratégia
A indicação encerra as especulações sobre a participação de Marília na disputa pelo governo mineiro. Embora parte da militância defendesse seu nome para o Executivo estadual, a prefeita já havia manifestado preferência pela corrida legislativa. O PT destacou que a experiência de Marília — que cumpre seu quarto mandato à frente da terceira maior cidade de Minas e já foi deputada estadual por três vezes — é o principal trunfo para a disputa.
A presidente estadual do PT, deputada Leninha, afirmou que a decisão se baseou em pesquisas internas e no diálogo com a base. Segundo a dirigente, a candidatura de Marília deve focar em pautas como mobilidade urbana, segurança pública e fortalecimento dos municípios.
Alianças e Segunda Vaga
Como o pleito de 2026 renovará duas cadeiras de Minas Gerais no Senado, o PT mantém conversas com partidos aliados da base governista nacional para definir quem ocupará a segunda vaga na chapa. O objetivo é construir uma coalizão ampla que possa enfrentar o bloco de oposição no estado. A definição do nome para o governo de Minas, que encabeçará a chapa majoritária, segue em fase de negociações entre as siglas que compõem a federação e demais parceiros.
