Quaest mostra Lula à frente em todos os cenários para 2026

Presidente lidera com folga intenções de voto no 1º e no 2º turnos e supera todos os adversários; Romeu Zema segue nanico no cenário nacional, mesmo com alta exposição​

Presidente Lula (PT) – Foto: Ricardo Stuckert/PR
Luciano Meira

A nova pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de 2026 confirma Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como favorito e único nome com vantagem consistente em todos os cenários de primeiro e segundo turnos testados pelo instituto. O levantamento, feito entre 11 e 14 de dezembro com 2.004 eleitores, mostra Lula vencendo todos os adversários da direita e extrema direita – como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ratinho Jr. (PSD-PR), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) – consolidando sua posição na disputa de 2026.Intenção de voto no 1º turno

A Quaest simulou seis cenários de primeiro turno, todos com Lula na liderança e a direita fragmentada entre vários nomes. Abaixo, uma síntese de um cenário típico apresentado pela pesquisa, em que o presidente enfrenta seus principais potenciais adversários.

Cenário estimulado – 1º turno (exemplo consolidado)​

CandidatoIntenção de voto (%)
Lula (PT)41
Flávio Bolsonaro (PL)23
Ratinho Jr. (PSD)11
Tarcísio de Freitas (Republicanos)10
Romeu Zema (Novo)4
Ronaldo Caiado (União)3
Brancos/nulos14
Indecisos9

Em cenários alternativos descritos pela Quaest, Lula oscila entre 34% e 39%, enquanto Flávio Bolsonaro varia de 21% a 27%; Zema nunca passa de 4% das intenções e permanece sempre em patamar secundário, atrás de outros governadores do campo conservador. A pesquisa indica ainda que o conjunto de indecisos e brancos/nulos segue alto, entre 18% e 24%, o que reforça um eleitorado em “espera”, mas sem abalar a liderança do presidente.

Intenção de voto no 2º turno

Nas simulações de segundo turno divulgadas, Lula também aparece à frente de todos os adversários testados, com margens que variam, mas se mantêm sempre favoráveis ao petista. A pesquisa aponta, por exemplo, que o presidente abriria dez pontos de vantagem contra Flávio Bolsonaro, em uma disputa vista hoje como o duelo mais provável da direita com o governo.

Cenários de 2º turno – Quaest 2026​

Disputa (2º turno)Lula (%)Adversário (%)
Lula x Flávio Bolsonaro4636
Lula x Tarcísio de Freitas4535
Lula x Ratinho Jr.4734
Lula x Ronaldo Caiado4732
Lula x Romeu Zema4533

Os números reforçam que Lula mantém vantagem estável em todos os confrontos diretos, inclusive diante de nomes considerados competitivos no campo conservador, como Tarcísio e Ratinho Jr. A avaliação é de que a fragmentação da direita e a elevada rejeição de figuras ligadas ao bolsonarismo dificultam a construção de um polo único capaz de ameaçar a reeleição do presidente em 2026.

Rejeição dos principais nomes

A pesquisa também mensurou a rejeição dos potenciais candidatos, indicador central para compreender os limites de crescimento de cada nome. Entre os conservadores, Flávio Bolsonaro se destaca negativamente, com rejeição majoritária, enquanto Tarcísio aparece como o menos rejeitado do grupo, ainda que não converta isso em intenção de voto robusta.​

Rejeição declarada – principais pré-candidatos (não votaria de jeito nenhum)

NomeRejeição (%)
Jair Bolsonaro (PL)60
Flávio Bolsonaro (PL)60
Lula (PT)54
Ratinho Jr. (PSD)*50*
Romeu Zema (Novo)**~50*
Tarcísio de Freitas (Republicanos)47

*Valores aproximados, a partir de faixas descritas nos relatórios de análise da pesquisa.

**Zema aparece associado a índices de resistência elevados dentro da direita e entre independentes, segundo análises complementares da Quaest.

Zema: desempenho fraco e espaço encolhendo

Apesar de governar o segundo maior colégio eleitoral do país, Romeu Zema segue como um “nanico nacional” na medição da Quaest, com cerca de 2% a 4% no primeiro turno, sempre atrás de Ratinho Jr., Tarcísio e até de nomes tradicionais como Ciro Gomes em alguns cenários. O governador mineiro tampouco se destaca em potencial de voto e enfrenta rejeição relevante, sem lograr se firmar como consenso nem entre bolsonaristas nem entre a direita não bolsonarista, que hoje testa outras opções. Analistas ouvidos nos bastidores avaliam que, se a tendência se mantiver, Zema tende a permanecer como figura regional, com baixa tração para liderar o campo conservador contra Lula em 2026.

O Metropolitano

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