Religiosa mineira recebe título de Venerável do Papa Leão XIV

Conhecida como "Mãezinha", Irmã Maria Imaculada teve virtudes heroicas reconhecidas pelo Vaticano e avança no processo de canonização

Reprodução Redes Sociais
Luciano Meira

O Papa Leão XIV autorizou a promulgação do decreto que reconhece as virtudes heroicas da religiosa brasileira Maria Imaculada da Santíssima Trindade (1909-1988). Com a decisão, a mineira, carinhosamente chamada de “Mãezinha” por fiéis e devotos, recebe o título de Venerável. O reconhecimento é uma das etapas fundamentais do processo que pode levá-la à beatificação e, futuramente, à santidade.Nascida Maria Giselda Villela em 8 de julho de 1909, na cidade de Jacutinga (MG), a religiosa viveu a infância e a juventude em Maria da Fé, também no Sul de Minas. Aos quatro anos, sofreu um acidente com um cavalo que resultou em uma ferida grave na perna esquerda. A lesão evoluiu para um tumor maligno e um quadro de erisipela, condições que causaram dores intensas e limitações físicas durante toda a sua vida.

A trajetória religiosa de Maria Giselda começou após sua formação no magistério. Em 1933, ingressou no Carmelo de Campinas (SP), onde professou votos e assumiu o nome de Maria Imaculada da Santíssima Trindade. Anos depois, participou da fundação do Carmelo da Sagrada Família, em Pouso Alegre (MG), cidade onde residiu até sua morte e onde se tornou uma figura de referência espiritual para a comunidade local.

A decisão do Vaticano baseou-se na constatação de que a religiosa viveu de maneira exemplar as virtudes cristãs — fé, esperança e caridade — e as virtudes humanas de prudência, justiça, fortaleza e temperança. O decreto destaca sua espiritualidade centrada na Santíssima Trindade e sua vida marcada pelo silêncio, oração intensa e acolhimento. O apelido “Mãezinha” surgiu da gratidão de pessoas que buscavam nela aconselhamento e auxílio espiritual.

Irmã Maria Imaculada morreu em 20 de janeiro de 1988, aos 78 anos, em Pouso Alegre, vitimada por um câncer de mama metastático. Seu processo de canonização foi aberto em 2006. Para que a Igreja a declare beata, o próximo passo na hierarquia católica, será necessária a comprovação de um milagre ocorrido por sua intercessão após sua morte.

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