Justiça de Minas determina que filho acusado de matar a mãe vá a júri popular
Réu confessou o assassinato da professora Soraya Tatiana Bonfim, ocorrido em julho de 2025, motivado por dívidas de jogos online

Luciano Meira
A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, decidiu nesta terça-feira (3) que Matteos França Campos, de 32 anos, será julgado por júri popular. Ele é acusado de matar a própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bonfim França, em um crime que gerou forte comoção na capital mineira em meados de 2025.
O réu foi indiciado pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. Além de determinar o julgamento popular, a magistrada manteve a prisão preventiva de Matteos, que já estava impedido judicialmente de acessar qualquer parte do patrimônio deixado pela vítima. A data do julgamento ainda não foi marcada, pois a decisão de pronúncia admite recurso por parte da defesa.
O crime ocorreu entre os dias 17 e 18 de julho de 2025. Segundo as investigações da Polícia Civil, Matteos enforcou a mãe após uma discussão motivada por dívidas acumuladas com empréstimos e jogos de azar online. Após o assassinato, ele teria colocado o corpo no porta-malas do veículo da própria vítima e o abandonado sob um viaduto em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Na tentativa de ocultar a autoria, o acusado chegou a registrar um boletim de ocorrência pelo desaparecimento da mãe e prestou depoimentos contraditórios antes de confessar o crime. Soraya Tatiana era uma educadora respeitada, lecionava história no Colégio Santa Marcelina e era reconhecida por sua atuação em projetos de justiça social. Matteos, que ocupava um cargo de assessor na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, foi exonerado logo após a prisão.
