Jantar em Brasília marca entrada de Rodrigo Pacheco no PSB

Evento com presença do presidente Lula sela estratégia governista para disputar o comando de Minas Gerais nas próximas eleições

Rodrigo Pacheco – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Luciano Meira

A filiação do senador Rodrigo Pacheco ao PSB, agendada para esta quarta-feira (25) em Brasília, marca a consolidação de uma estratégia articulada pelo Palácio do Planalto para as eleições de 2026. O evento será oficializado durante um jantar na capital federal e deve contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

A mudança de partido ocorre após um longo período de distanciamento entre Pacheco e a cúpula mineira do PSD, sigla que recentemente filiou o vice-governador Mateus Simões para disputar a sucessão estadual. Interlocutores do senador afirmam que a migração para o PSB foi tratada como um “plano B” necessário para garantir uma legenda que ofereça autonomia e apoio federal direto.Lula mantém o interesse na candidatura de Pacheco ao Governo de Minas Gerais desde o início do mandato. O presidente busca assegurar um palanque robusto no segundo maior colégio eleitoral do país, visando seu projeto de reeleição. O apoio a Pacheco é visto como uma forma de contrapor a influência do atual governador Romeu Zema (Novo) e de potenciais candidatos do campo bolsonarista no estado.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também integra o PSB, atuou como um dos principais entusiastas da filiação. A chegada de Pacheco ao partido deve ocorrer simultaneamente ao ingresso de outras figuras do cenário nacional, como a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e a senadora Soraya Thronicke. A movimentação fortalece o PSB como uma sigla de centro-esquerda com capilaridade federativa.

Antes de confirmar a decisão, Pacheco reuniu-se com aliados próximos em Minas Gerais e manteve conversas com lideranças do União Brasil e do MDB. No entanto, a falta de garantias de apoio nacional à chapa de Lula afastou o senador dessas legendas. A filiação ao PSB resolve o impasse e sinaliza uma unidade na base governista para a disputa mineira.

A cerimônia em Brasília deve selar o compromisso de Pacheco com a disputa executiva, embora seu grupo político ainda pregue cautela sobre o anúncio imediato da candidatura. O senador afirmou anteriormente que sua prioridade é o “compromisso com o estado” e a estabilidade das instituições. O jantar desta quarta-feira é visto por analistas como o início oficial da pré-campanha governista em Minas.

A entrada de Pacheco na disputa altera a dinâmica política mineira ao forçar um realinhamento das forças locais. A aliança entre o PSB e o PT no estado pode reduzir a fragmentação da esquerda e atrair setores moderados que hoje orbitam em torno de Zema. O desdobramento reforça a tendência de nacionalização das eleições estaduais sob o eixo de polarização entre Lula e seus opositores.

O Metropolitano

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