Davi Alcolumbre indica Rodrigo Pacheco para o TCU

Indicação do senador reúne a assinatura de ao menos 20 líderes e deve ser levada ao plenário já nesta terça-feira (1º/9)

Senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco – Foto: Agência Senado

Da redação

Após Bruno Dantas antecipar sua aposentadoria, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicou o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU). Alcolumbre oficializou a indicação do ex-presidente do Senado na noite desta segunda-feira (31/8).

A indicação de Pacheco ao TCU foi antecipada por O TEMPO Brasília e deve ser votada pelo plenário já nesta terça-feira (1º/9), durante a semana de esforço concentrado em meio à campanha eleitoral. O projeto de decreto legislativo foi protocolado já ao lado de um requerimento para tramitação sob regime de urgência, sem a necessidade de sabatina.

A indicação de Pacheco reúne as assinaturas de 20 líderes do Senado. A relação inclui desde a líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Teresa Leitão (PT-PE), até o líder da oposição e coordenador-geral da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, Rogério Marinho (PL-RN).

Alcolumbre oficializou a indicação do braço-direto horas após Dantas anunciar a renúncia à cadeira do TCU. O ainda ministro afirmou que encerrou o período com “serenidade” e classificou a rotatividade de altos cargos como uma “virtude”. Dantas tem 48 anos e poderia ocupar o assento até 2053, quando completaria a idade-limite de 75 anos.

A renúncia de Dantas, rumo à iniciativa privada, já era esperada há algumas semanas. O ministro deixa o TCU em meio à controvérsia da licitação de um pátio localizado ao lado do Porto de Santos (SP) vencida por um consórcio liderado por seu cunhado João Camargo. Avaliado em R$ 1 bilhão, o processo está suspenso por decisão do também ministro Augusto Nardes.

Alcolumbre indicou Pacheco ao TCU apenas três meses após o senador anunciar o fim da carreira pública. Logo depois de participar de um evento do grupo Lide, o ex-presidente do Senado afirmou que era o “momento de avaliar ciclos”. “Há um fechamento de ciclo na política, que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, disse, à época.

O presidente do Senado emplacou o braço-direito na vaga de Dantas após Lula preteri-lo para a cadeira deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da República optou pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, cuja rejeição foi patrocinada pelo próprio Alcolumbre.

A crise institucional deflagrada pela rejeição de Messias provocou reflexos nas eleições para o governo de Minas Gerais. Lula queria Pacheco como candidato, mas o senador, que se aproximou do presidente da República enquanto presidente do Senado e até chegou a dividir o palanque com o candidato à reeleição em algumas agendas, declinou do convite.

Pacheco é braço-direito de Alcolumbre desde o início do mandato como senador, em 2019, condição que o lhe alçou à Presidência da Comissão de Constituição e Justiça. Foi o senador quem representou o grupo político como presidente do Senado por dois mandatos após o STF barrar a reeleição dentro de um mesmo mandato.

O Metropolitano

Jornalismo profissional e de qualidade. Seu portal de notícias da Região Metropolitana de Belo Horizonte, de Minas Gerais, do Brasil e do Mundo.
Botão Voltar ao topo