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Grupos se destacam pela pluralidade que levam às ruas da capital mineira

Conheça alguns blocos de mulheres, LGBTs e negros que sairão no carnaval de BH

João Victor Plá – BdF

Considerado uma das festas mais populares e aguardadas do Brasil, o carnaval é um movimento de resistência que respira a diversidade. Por isso, diversos blocos de rua de Belo Horizonte utilizam a data como um espaço para celebrarem a pluralidade e para lutarem por cada vez mais espaços e direitos na sociedade
Neste ano, a expectativa é que mais de 560 bloquinhos desfilem pelas ruas da capital mineira, mas, além da festa, alguns se destacam pelos seus ideais. Conheça alguns deles:

Tapa de Mina

O bloco Tapa de Mina surgiu no ano de 2016, dentro do Quilombo Manzo, com o objetivo de unir e capacitar mulheres, por meio da percussão.

“Na sua essência, o bloco defende a preservação da identidade cultural, celebrando a música tradicional e a diversidade de ritmos que fazem parte da história, como o axé, o afro, o samba, o maracatu e outros estilos”, afirma Laiza Lamara, fundadora do grupo.
Além disso, o Tapa de Mina tem papel fundamental na conscientização da população sobre questões sociais e políticas. Este ano, o cortejo tem como tema “Mulheres no comando, mulheres no poder” e promete abalar o carnaval.

Abalô-caxi

O bloco “Abalô-caxi” também surgiu em 2016, a partir da necessidade de representatividade da comunidade LGBTQIA+ no carnaval de BH, que tem como histórico a luta popular.

“O bloco nasce da vontade de dar espaço de fala, por meio da cultura e da arte, a todas as pessoas”, afirma Cadu Passos, integrante do grupo.

Em seu repertório, o bloco traz a tropicália e a diversidade da música popular brasileira. Além disso, o Abalô-caxi é uma organização cultural que tem como princípio o combate a qualquer tipo de preconceito, como LGBTfobia, racismo, fascismo e machismo.

Sobre as expectativas, Cadu afirma que “o bloco espera atingir ainda mais pessoas, demarcando o território de luta da população LGBTQIA+ no carnaval de BH”.

Bloco Angola Janga

O bloco afro Angola Janga foi criado em 2015, dedicado ao empoderamento negro, por meio de repertórios afrobrasileiros e lutas contra discriminações. O grupo carrega consigo a ancestralidade, se tornando um ambiente seguro e de protagonismo para o povo negro. Este ano, a iniciativa comemora 10 anos de existência e de luta.

“Há 10 anos, o Bloco Afro Angola Janga surgia como um farol de cultura e emancipação do povo preto no carnaval de BH, carregando no nome a força de Palmares e a ousadia de Zumbi. Cada ano, cada passo, cada batida foi um ato de reafirmar nossa história e celebrar a liberdade que ainda construímos”, comemorou o grupo, nas redes sociais.

Para mais informações, acesse o perfil no Instagram @blocoangolajanga.

Truck do Desejo

O bloco Truck do Desejo foi fundado em 2018, em Belo Horizonte, por um grupo de amigas que percebeu a falta de um carnaval voltado ao protagonismo de pessoas lésbicas, bissexuais, não-binárias, transmasculinos e travestis na capital.

Por essa razão, elas pensaram na criação de um espaço seguro, para que mulheres e pessoas trans pudessem viver o orgulho de sua experiência e de se expressar artisticamente. Assim surgiu o bloco.

“A Truck defende sobretudo o direito à vida digna e ao pleno exercício da cidadania. Por meio de elementos da cultura LGBTQIA+, apresentamos em nossas construções, cujo ápice se dá em forma de cortejo carnavalesco, um discurso que destaca nosso desejo de viver”, explica Lara Sousa, militante dos Direitos Humanos e co-fundadora do bloco.

Para o carnaval deste ano, as expectativas são as melhores possíveis, tendo em vista o crescimento da festa no município. Outro fator animador é a experiência do último carnaval, onde o bloco recebeu cerca de 100 mil pessoas.

“Em 2024, tivemos 100 mil foliões e foliãs. Em 2025, estimamos um aumento de até 50 mil. O carnaval de 2025 pode revelar números extraordinários”, comenta Lara.

Neste ano, o cortejo do bloco tem como tema “O brejo encantado”, que teve como inspiração o ecossistema, cada vez mais ameaçado.

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