Felca, você soube? Chegou à região metropolitana ou o assunto ficou restrito às capitais?
O material denunciado pelo influencer de sucesso, em seu canal na plataforma YouTube, tem correspondência no plano municipal, estadual, no Brasil ou mesmo no mundo

Adultização.
Felca, o YouTuber, é hoje um dos assuntos mais comentados no Brasil.
Seja na esfera pública ou privada, o vídeo intitulado “Adultização” viralizou. Ecoou e continua ecoando para milhões de pessoas.
Ao colocar o dedo na ferida e falar das diversas violações de direitos que crianças e adolescentes podem estar vivenciando sem ter consciência do fato, mexeu com as estruturas do país.
Ganhou as esferas jurídicas, o Ministério Público e pode levar abusadores para a cadeia. Felca aponta para outros YouTubers e mostra, no vídeo mencionado, o “perverso” comportamento de influenciadores que exploram, por meio de imagens e vídeos, o corpo infantojuvenil.
Ao fazê-lo, as redes sociais desses YouTubers — que ganham dinheiro, fama e prestígio nas mídias — tornaram-se ponto de encontro para uma rede de pedófilos e abusadores que alimentam suas taras e fetiches.
Mentes doentes têm, nas “inocentes” redes sociais, amplo material disponível para satisfazer suas taras. Felca denunciou crimes perpetrados contra filhos e filhas deste país.
Você ouviu ou leu a respeito?
Recomendo ficar atento e pesquisar.
“De acordo com a explicação dada pela educadora parental Priscilla Montes, a adultização infantil é quando uma criança é superexposta em redes sociais, quando seu cérebro ainda não tem os mecanismos de defesa necessários para se proteger dos riscos associados a tanto destaque de sua intimidade nas redes sociais. São jovens que, em muitos dos casos, são expostos por seus pais e responsáveis em contextos inadequados para monetização do conteúdo.”
(Fonte: Valor.globo.com – 11/08/25)
No Brasil, tenta-se há algum tempo encontrar formas legais para o controle nas redes.
A regulação dos canais de comunicação — como Facebook, Instagram, YouTube, entre outros — é urgente.
A mesma inteligência que criou as redes sociais, liberando caminhos de divulgação de todo e qualquer tipo de conteúdo, precisa ser chamada à responsabilidade.
A legalidade precisa ser aplicada, e os culpados, punidos.
O lado degradante não para por aí, pois tais reivindicações já foram feitas, inclusive em outros países.
Porém, os empresários criam dificuldades para filtrar os conteúdos e, na contramão das justificativas, o algoritmo age, ofertando aos clientes o produto desejado.
Mais conteúdo, mais dinheiro, monetização, enriquecimento e expansão dos negócios.
Atentem-se à exposição de seus filhos.
Tem muito “lobo mau” à caça de “Chapéuzinho Vermelho”.