Desemprego cai para 5,2% em novembro e atinge menor taxa desde 2012
PNAD Contínua do IBGE registra recordes em ocupados, rendimento médio e massa salarial, com 103,2 milhões de trabalhadores no país

Luciano Meira
A taxa de desocupação no Brasil registrou 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, menor índice da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012, com queda sucessiva desde junho e número recorde de 103,2 milhões de ocupados, além de avanço no rendimento médio real para R$ 3.574 e na massa de rendimentos para R$ 363,7 bilhões.
Recordes no emprego e na ocupação
O contingente de desocupados chegou a 5,644 milhões de pessoas, o menor já apurado, ante pico de 14,979 milhões no auge da pandemia em 2021, enquanto o nível de ocupação subiu para 59% entre maiores de 14 anos, maior patamar da série. A população ocupada cresceu 0,6% (601 mil) no trimestre e 1,1% (1,1 milhão) no ano, puxada por alta de 2,6% no setor de administração pública, educação e saúde.
Subutilização e informalidade em baixa
A taxa composta de subutilização caiu para 13,5%, mínima histórica, com 15,4 milhões de subutilizados, queda de 11,9% no ano, enquanto a informalidade recuou para 37,7% (38,8 milhões), beneficiada por recorde de 39,4 milhões com carteira assinada no setor privado e 13,1 milhões no público. Trabalhadores por conta própria atingiram 26 milhões, novo máximo.
Rendimento e massa salarial em alta
O rendimento médio real habitual renovou recorde com alta de 1,8% no trimestre e 4,5% no ano, impulsionado por setores como finanças (5,4%), agricultura (7,3%) e construção (6,7%), resultando em massa de rendimentos de R$ 363,7 bilhões, crescimento de 2,5% (R$ 9 bilhões) no trimestre e 5,8% (R$ 19,9 bilhões) no ano. Adriana Beringuy, coordenadora da PNAD no IBGE, atribui o quadro à expansão ocupacional aliada a ganhos reais de renda.
Contexto da PNAD Contínua
A pesquisa, que abrange 211 mil domicílios em 3.500 municípios, confirma tendência de aquecimento do mercado de trabalho em 2025, com geração de mais de 1,8 milhão de vagas formais no ano, segundo dados governamentais. Indicadores mensais baseiam-se em trimestres móveis, com coleta mista presencial e remota desde a pandemia.
