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Mendonça determina transferência de banqueiro Vorcaro para presídio federal em Brasília

Decisão atende pedido da PF para isolar investigado por fraudes bilionárias e obstrução de Justiça em unidade de segurança máxima

Divulgação MJ
Luciano Meira

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência imediata do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a Penitenciária Federal de Brasília, uma das unidades de segurança máxima do país. A medida, determinada na quinta-feira (4), ocorre após a Polícia Federal (PF) alertar para riscos à segurança pública e à integridade física do preso no sistema estadual paulista, além do perigo de interferência nas investigações. Vorcaro, preso preventivamente na terceira fase da Operação Compliance Zero, chega à capital federal após passagens por unidades em São Paulo.A prisão de Vorcaro, determinada pelo próprio Mendonça na quarta-feira (3), decorre de indícios de obstrução de Justiça e formação de “milícia privada” para intimidar testemunhas, jornalistas e adversários. A PF encontrou mensagens no celular do banqueiro ameaçando desafetos e revelando acesso ilegal a sistemas de órgãos como Ministério Público Federal, FBI e Interpol, no contexto de fraudes bilionárias no Banco Master, que geraram rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos. Essa é a segunda prisão dele na operação, que já o levou à cadeia em 2025, mas ele obteve liberdade provisória com tornozeleira eletrônica.

Antes de Brasília, Vorcaro cumpriu prisão em unidades estaduais de São Paulo: inicialmente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, onde passou por procedimentos como corte de cabelo, e depois transferido para a Penitenciária II de Potim, no Vale do Paraíba, onde deveria ficar em cela de isolamento por cerca de dez dias, ficou apenas um, conforme rotina para novos detentos e será transferido para Brasília. A PF solicitou a mudança para o presídio federal alegando que a unidade em Potim não impedia a “mobilização de redes de influência” do investigado.

Nos presídios federais de segurança máxima, como o de Brasília – o mais recente dos cinco no Brasil –, a rotina é rígida e isolada, projetada para líderes de alta periculosidade sem rebeliões ou fugas registradas. Os presos recebem seis refeições diárias entregues por portinhola na cela de 9 m², com banho limitado a 6 minutos diários em horário fixo, 2 horas de sol por dia e monitoramento 24 horas, inclusive em visitas de advogados. Novos detentos passam por 20 dias de adaptação isolados, com atendimento médico e psicológico, sem visitas sociais.

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