Polícia Federal desmantela fábrica clandestina de fuzis no interior de São Paulo

Dois homens são presos em operação que apreendeu mais de 40 armas e equipamentos industriais de alta precisão

Armas semi prontas encontradas na fábrica clandestina – Divulgação PF

Luciano Meira

A Polícia Federal (PF), em operação conjunta com a Polícia Militar do Estado de São Paulo, desmontou na noite desta quarta-feira (20) uma fábrica clandestina de fuzis nas cidades de Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior paulista. Dois homens foram presos em flagrante por posse e comércio ilegal de arma de fogo.

A investigação, que teve início há cerca de 10 dias após denúncias anônimas, revelou o funcionamento de uma unidade mascarada como fábrica de peças aeronáuticas, com equipamentos industriais de alta precisão utilizados para a fabricação de armas de fogo. Durante a ação, policiais notaram movimentação suspeita no local e acompanharam os suspeitos até uma residência em Americana, onde eles descarregavam caixas que continham diversas peças de fuzis, além de munições e outros equipamentos.Segundo a PF, as peças apreendidas são suficientes para a montagem de cerca de 40 fuzis do modelo AR-15, calibre 5.56. No depósito localizado em Santa Bárbara d’Oeste, foram encontrados maquinários, moldes, ferramentas e impressoras 3D usados na produção clandestina. Os suspeitos informaram que as armas fabricadas eram destinadas a organizações criminosas com atuação nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Os presos — um de 38 anos, residente em Campinas, e outro de 33, de São João da Boa Vista — foram levados à Delegacia da Polícia Federal em Campinas, onde aguardam decisões judiciais. Eles responderão por crimes previstos no artigo 17 do Estatuto do Desarmamento. As penas podem chegar a 18 anos de reclusão, conforme a gravidade da infração.

A Polícia Federal afirma que as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações do esquema criminoso. Foram apreendidos também dois supressores de ruído para armas, além de um volume significativo de peças completas e desmontadas, o que evidencia a complexidade e a organização da produção ilegal.

O Metropolitano

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