PRF inicia Operação Carnaval 2026 nas rodovias federais
Fiscalização reforçada segue até Quarta-feira de Cinzas para reduzir acidentes no feriado prolongado

Luciano Meira
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início à meia-noite desta sexta-feira (13) à Operação Carnaval 2026, fase final e mais intensa da Operação Rodovida, lançada em dezembro de 2025, com monitoramento contínuo até a Quarta-feira de Cinzas (18), nas rodovias federais de todo o país. Equipes atuam de forma permanente em trechos críticos, priorizando infrações letais como embriaguez ao volante, excesso de velocidade e ultrapassagens proibidas, em meio a um fluxo intenso esperado para destinos como Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. Em 2025, a PRF aplicou mais de 3,5 milhões de testes de alcoolemia, autuando 9 mil motoristas e notificando 43 mil por recusa, enquanto registrou 1.150 acidentes, 83 mortes e 1.315 feridos – quedas de 7,5%, 5,7% e 15,3%, respectivamente, em relação a 2024.
A operação ocorre em um contexto de grande mobilidade, com picos de saída nesta sexta à tarde e noite, sábado pela manhã, e retornos na terça-feira (17) à tarde e Quarta-feira (18) pela manhã, afetando corredores para festas no litoral nordestino, interior e regiões de descanso. No Distrito Federal e entorno, o foco recai sobre as BRs 040, 060 e 020; na Bahia, BRs 324, 116, 101 e 242; em Minas Gerais nas Brs-381 e 040 e no Paraná, há ênfase em pontos de alta letalidade para conter o aumento de mortes no início de 2026. Além do combate ao álcool – principal risco no período –, ações incluem radares portáteis, etilômetros e campanhas contra importunação sexual, com faixas educativas e divulgação do Ligue 180.
A PRF divulga orientações para viagens seguras, como revisão veicular, uso de cinto e dispositivos para crianças, distância segura, faróis acesos diurnos e cautela com chuva ou pedestres. Motociclistas devem evitar pontos cegos e usar capacete; em caso de interdições, recomenda-se levar água e alimentos leves . A mobilização total do efetivo visa preservar vidas em 75 mil km de rodovias, monitorando 150 pontos críticos.
