Soldado de Israel destrói estátua de Jesus no Líbano

O governo israelense condenou a destruição de imagem católica e anunciou a abertura de investigação militar contra o soldado

Reprodução Redes Sociais

Luciano Meira

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (20) que o soldado filmado ao destruir uma estátua de Jesus Cristo no sul do Líbano será punido. O Exército de Israel confirmou a autenticidade das imagens que circularam em redes sociais desde o último domingo (19). No vídeo, o militar golpeia a escultura com um machado em um vilarejo cristão.

Netanyahu declarou no X (antigo Twitter) que o ato contraria os valores judaicos de tolerância e respeito mútuo. O ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, pediu desculpas aos cristãos feridos pelo incidente. O governo israelense prometeu restaurar o ícone religioso destruído na cidade de Debel.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) classificaram o comportamento como grave e incompatível com os preceitos da instituição. O comando militar informou que o soldado foi localizado e preso. O caso será julgado por um tribunal militar, com possibilidade de punições severas e registro na ficha criminal do envolvido.

Líderes cristãos no Líbano reagiram com indignação à profanação do símbolo. O padre Fadi Falfel relatou que a estátua ficava em um santuário particular no jardim de uma residência. Segundo o religioso, a população local segue cercada pela ocupação militar israelense em áreas do sul do país.

O incidente ocorre durante um cessar-fogo de dez dias mediado pelos Estados Unidos entre Israel e o grupo Hezbollah. O embaixador norte-americano em Israel, Mike Huckabee, cobrou consequências públicas e rápidas para o episódio. As IDF afirmaram que auxiliarão a comunidade na recolocação da imagem religiosa em seu local de origem.

O Metropolitano

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