“Sicário” de Vorcaro tem ficha suja com estelionato e ameaça em Minas Gerais

Luiz Phillipi Mourão, vulgo “Mexirica”, foi preso acusado de coordenar “Turma” que hackeava PF, MPF, FBI e ameaçava jornalistas

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão o Sicário – Foto: Reprodução Redes Sociais
Luciano Meira

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” ou “Mexirica”, líder da “Turma” – grupo de espionagem e intimidação do banqueiro Daniel Vorcaro –, acumula registros criminais na Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por estelionato, clonagem de cartões, ameaça e lesão corporal, revelados nesta quarta-feira (4) após sua prisão preventiva na terceira fase da Operação Compliance Zero. Preso em Belo Horizonte pela PF, sob ordem de André Mendonça (STF), Mourão recebia R$ 1 milhão mensais via cunhado de Vorcaro para monitorar autoridades, jornalistas e ex-funcionários.

Histórico criminal em BH e Confins

Em 2020, PCMG tentou prender Mourão no Aeroporto de Confins (BH) por mandado de prisão, mas PF já havia atuado; ele passou mal e foi atendido, enquanto carro ligado a ele foi retido por suspeita de compra com fraude ou lavagem. No mesmo ano, busca em sua casa no Sion (Centro-Sul de BH) apreendeu notas fiscais de luxo em nome de laranjas: Bentley Continental (R$ 570 mil), Audi R8 (R$ 270 mil), Jeep Grand Cherokee (R$ 130 mil), contratos de Maximus Digital, Sirius Business, Maximus Fomento e Pag4, além de iPhone 6s e pen drive com 32 GB de dados periciados.Já condenado por ameaça a vizinha em BH, Mourão usava credenciais roubadas para invadir sistemas da PF, MPF, FBI e Interpol, coordenando vigilância de alvos como jornalista Lauro Jardim – a quem Vorcaro mandou “quebrar os dentes num assalto”.

Papel central na “Turma” e prisão hoje

Coordenador operacional da “Turma” – milícia privada de Vorcaro –, Mourão dividia R$ 1 mi mensais (via Fabiano Zettel) entre seis membros, incluindo PF aposentado Marilson Roseno; grupo hackeava investigações e planejava agressões a desafetos.

Decisão de Mendonça cita risco de destruição de provas e continuidade criminosa no esquema bilionário do Master.

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