Black Friday 2025: Consumidores precisam redobrar cuidados para evitar ‘Black Fraude’
Expectativa de recorde em vendas no Brasil contrasta com alta de golpes cibernéticos; origem da data remete a caos nas ruas americanas e exige vigilância contra promoções falsas

Luciano Meira
A Black Friday deste ano, marcada para 28 de novembro, promete movimentar R$ 5,4 bilhões no varejo brasileiro, um crescimento de 2,4% em relação a 2024, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio (CNC). No entanto, o evento também atrai golpistas, com 17,8 mil tentativas de fraude registradas só na edição passada até o sábado seguinte, totalizando R$ 27,6 milhões em valores bloqueados. Consumidores devem verificar preços reais, sites confiáveis e evitar impulsos para não transformar a data em ‘Black Fraude’.
A Black Friday é o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, sempre na última sexta-feira de novembro, inaugurando a temporada de compras natalinas com descontos agressivos em lojas físicas e online. O termo surgiu na década de 1960 em Filadélfia, onde policiais o usavam para descrever o caos de trânsito e multidões nas ruas pós-feriado, marcando o início das compras de fim de ano. Antes disso, em 1869, ‘Black Friday’ referia-se a uma crise financeira no mercado de ouro americano, mas o sentido comercial positivo se consolidou nos anos 1980, quando lojistas associaram ‘negro’ a lucros recordes nos livros contábeis.
No Brasil, a data chegou em 2010 e se popularizou com o e-commerce, mas fraudes como sites falsos, aumento artificial de preços antes dos descontos, o famoso pela metade do dobro, e alterações no carrinho de compras crescem a cada edição. Na Black Friday 2024, tentativas de golpe dobraram na madrugada, com 32,4 mil bloqueadas em transações de R$ 3,5 bilhões, segundo a Serasa Experian. Para 2025, o e-commerce espera faturar R$ 11 bilhões, alta de 17%, impulsionado por Pix e desemprego baixo, mas endividamento familiar recorde exige cautela.
Especialistas recomendam pesquisar preços em ferramentas como Buscapé ou Zoom, preferir lojas conhecidas e usar cartões com proteção antifraude. O Procon-SP alerta para frete abusivo e entregas atrasadas, comuns em promoções enganosas. Com 68% das vendas previstas em supermercados, eletrônicos e móveis, o foco deve ser na veracidade das ofertas para aproveitar sem riscos.
