Marília Campos lidera para o Senado; Aécio Neves tem a maior rejeição

Levantamento Genial/Quaest aponta favoritismo da petista e resistência ao nome do tucano

Marília Campos (PT-MG) – Foto: Arquivo RMC

Luciano Meira

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (28), aponta um cenário de liderança da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) na disputa pelas duas vagas mineiras no Senado Federal em 2026. O levantamento revela que, embora o deputado federal Aécio Neves (PSDB) apresente pontuação relevante nas intenções de voto, ele carrega o maior índice de rejeição entre os nomes testados para o Senado.

No pleito de 2026, os eleitores mineiros deverão escolher dois representantes para o Senado, o que amplia as articulações políticas no estado. Marília Campos lidera todos os cenários estimulados, consolidando sua força especialmente entre o eleitorado que se identifica com o campo da esquerda e apoiadores do presidente Lula.

O desempenho de Aécio Neves, embora o coloque numericamente entre os nomes mais citados, enfrenta a resistência de uma parcela significativa da população. Segundo a Quaest, o tucano detém a maior rejeição individual entre todos os candidatos ao Senado, fator que pode limitar seu teto de crescimento durante a campanha oficial.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 26 de abril de 2026, com 1.482 eleitores de Minas Gerais. O método utilizado foi o de entrevistas presenciais domiciliares, com questionários estruturados aplicados a cidadãos de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.

Analistas indicam que o alto número de eleitores que ainda se declaram indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo para o Senado sugere que o quadro permanece aberto. Além disso, a maioria dos entrevistados afirma que a escolha para o cargo ainda pode mudar caso surjam novos fatos políticos até o dia da votação.

Social e politicamente, os dados refletem a persistência da polarização nacional no estado de Minas Gerais. A liderança de Marília Campos sinaliza uma preferência por nomes ligados à gestão municipal e ao governo federal, enquanto os índices de Aécio Neves demonstram o desafio de figuras políticas tradicionais em reconquistar o eleitorado mineiro diante de altos índices de desgaste de imagem.

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