Governo Zema tem queda na aprovação e piora na avaliação, aponta pesquisa Genial/Quaest
Levantamento indica redução de 10 pontos no saldo de aprovação enquanto governador segue na sua bravata com STF

Luciano Meira
A aprovação do trabalho do governador Romeu Zema (Novo) apresentou uma trajetória de queda nos últimos dois anos, atingindo seu menor patamar em abril de 2026. Segundo a pesquisa Genial/Quaest, o índice de eleitores que aprovam a gestão passou de 62% em abril de 2024 para 52% no levantamento atual. No mesmo período, a desaprovação do governo estadual subiu de 31% para 41%, estreitando a margem de aprovação líquida do gestor mineiro.
A avaliação qualitativa do governo também registrou deterioração, com o índice de “positivo” (ótimo/bom) caindo de 41% para 32% desde abril de 2024. Simultaneamente, a avaliação negativa (ruim/péssimo) quase dobrou, subindo de 14% para 26%, enquanto o grupo que considera a gestão “regular” oscilou de 34% para 36%. Os dados refletem um momento em que Zema tenta consolidar seu nome como uma liderança de direita no cenário político nacional.

A resistência ao grupo governista é evidenciada pelo desejo de mudança manifestado pelo eleitorado. De acordo com o estudo, 44% dos mineiros defendem que o próximo governador deve “mudar totalmente” o trabalho que vem sendo feito. Outros 38% acreditam que o sucessor deve “mudar apenas o que não está bom”, enquanto apenas 13% defendem a continuidade integral da atual gestão.
A dificuldade de transferência de capital político também é um obstáculo para a base governista. A pesquisa revela que 49% dos entrevistados consideram que Romeu Zema não merece eleger um sucessor indicado por ele, contra 42% que acreditam no merecimento da escolha. Essa percepção impacta diretamente a pré-candidatura do atual vice-governador Mateus Simões (PSD), que registra apenas 2% de intenções de voto na modalidade espontânea.
Nos cenários estimulados de primeiro turno para o governo, Mateus Simões apresenta números inexpressivos, oscilando entre 3% e 5% da preferência do eleitorado. O desempenho do candidato oficial do governo contrasta com a liderança do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que concentra entre 30% e 37% das intenções de voto. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), aparece na segunda posição com índices de 14% a 18%.
Para especialistas, o desgaste da imagem de Zema em Minas Gerais pode comprometer suas pretensões eleitorais futuras e a manutenção de seu grupo no poder estadual. A queda de popularidade é mais acentuada entre eleitores de menor renda e escolaridade, setores onde a desaprovação avançou significativamente. O cenário indica uma desconexão entre a estratégia de projeção nacional do governador e as demandas internas da população mineira.
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 22 e 26 de abril de 2026, com 1.482 eleitores de Minas Gerais. O levantamento utilizou o método de entrevistas face a face e possui margem de erro estimada em três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança do estudo é de 95% e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está protocolado sob o número MG-08646/2026.
