Receita Federal emite alerta sobre golpes com falsas cobranças usando nome e CPF de contribuintes
Criminosos criam páginas que imitam o portal do governo, usam dados reais das vítimas e enviam “cobranças” por WhatsApp, SMS e e-mail; Receita reforça que não envia débitos por links ou aplicativos

Luciano Meira
Criminosos têm usado nome, CPF e até endereço verdadeiro de contribuintes para aplicar golpes com falsas cobranças em nome da Receita Federal, por meio de links enviados principalmente por WhatsApp, SMS e e-mail. As páginas fraudulentas imitam a aparência do portal Gov.br para induzir ao pagamento de supostos débitos, o que levou o Fisco a divulgar um alerta oficial após aumento de relatos em unidades de atendimento. A orientação é que qualquer cobrança recebida fora dos canais oficiais seja ignorada, mesmo quando contenha dados pessoais corretos.
Como funciona o golpe
Os golpistas enviam mensagens com links que direcionam o usuário a sites que reproduzem brasão, cores e layout semelhantes aos de páginas oficiais do governo federal. Para reforçar a aparência de legitimidade, as “cobranças” exibem informações verdadeiras do contribuinte, como nome completo, CPF e endereço. Segundo o órgão, a prática vem se espalhando pelo país e tem gerado registro frequente de tentativas de fraude.
O que diz a Receita Federal
A Receita Federal reforça que não envia cobranças por aplicativos de mensagem, e-mail ou links externos, qualquer que seja o valor ou o tipo de pendência. Débitos, notificações e comunicações legítimas aparecem exclusivamente no e-CAC, o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, acessado apenas pelo site oficial do órgão. O Fisco recomenda que o endereço seja digitado manualmente no navegador, em vez de clicado em links recebidos de terceiros.
Sinais para identificar fraudes
Um dos principais indícios de golpe é o endereço eletrônico da página, que não pertence ao domínio gov.br, padrão dos serviços digitais do governo federal. As mensagens fraudulentas costumam incluir tom de urgência, com prazos muito curtos para pagamento, ameaças de bloqueio de CPF ou contas bancárias e ofertas de “desconto” para quem pagar imediatamente. Segundo a Receita, esse tipo de pressão busca impedir que o usuário verifique a veracidade da cobrança em canais oficiais.
Uso de dados reais preocupa especialistas
A Receita Federal chama atenção para o fato de os criminosos utilizarem dados pessoais corretos, obtidos de forma ilícita, muitas vezes por meio de vazamentos de grandes bases de dados. Essa prática aumenta o poder de convencimento das mensagens, já que o contribuinte tende a confiar em documentos que trazem seus dados de forma precisa. O órgão orienta que a presença de informações verdadeiras não deve ser encarada como prova de autenticidade.
Orientações ao contribuinte
Entre as principais recomendações, a Receita Federal orienta que o contribuinte não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS, e-mail ou redes sociais que mencionem cobranças em nome do Fisco. Em caso de dúvida, a verificação de pendências deve ser feita diretamente no e-CAC ou em outros canais oficiais, sempre acessados manualmente. A instituição também sugere desconfiar de mensagens com expressões como “último aviso”, “pague agora” ou “urgente”, bem como de ameaças de bloqueio e promessas de desconto imediato para pagamento.
